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Por que não se come carne na Sexta-Feira Santa? Entenda o real significado da tradição

Igreja Católica estabelece orientações específicas sobre alimentação para a data religiosa

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Publicado em: 02/04/2026 às 11h:37 Última atualização: 02/04/2026 às 11h:38
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Às vésperas da Sexta-Feira Santa, uma dúvida comum entre os cristãos é por que não se deve comer carne na data religiosa que antecipa a Páscoa

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Segundo informações da Minha Biblioteca Católica, o catolicismo estabelece orientações específicas sobre alimentação para o dia.

Catolicismo estabelece orientações específicas sobre alimentação para a Sexta-feira Santa | abc+



Catolicismo estabelece orientações específicas sobre alimentação para a Sexta-feira Santa

Foto: Adobe Stock

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O dia integra a Semana Maior do calendário litúrgico, período entre a Quaresma e o Tempo Pascal. A recomendação aos fiéis inclui práticas como silêncio, jejum, penitência, oração e esmola para promover conversão e estimular relação mais próxima com Deus.

A restrição ao consumo de carne na Sexta-Feira Santa, segundo o site, representa expressão concreta da fé católica. Um ato que busca unir os fiéis aos sofrimentos de Cristo.

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Segundo o site, jejum e abstinência de carne durante este dia, assim como na Quarta-Feira de Cinzas, constituem manifestações de fé, amor por Cristo e obediência às orientações da Igreja.

Seguir o exemplo de Jesus, que jejuou e enfrentou sofrimentos por amor à humanidade, constitui forma de os católicos expressarem amor por Ele. 

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O que diz São João da Cruz

De acordo com os ensinamento de São João da Cruz, ao permitir que o corpo experimente privações, os fiéis conseguem ouvir melhor as necessidades da alma. Ele afirmava: “Nega os teus desejos e encontrarás o que deseja o teu coração”.

São João Paulo II destacou que o jejum vai além de simples renúncia material. A prática busca introduzir equilíbrio e desprendimento na vida dos fiéis. Ela afasta os católicos de mentalidade consumista.

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O pontífice explicou: “Jejuar significa abster-se, renunciar a alguma coisa. Porque renunciar a alguma coisa? Porque privarmo-nos dela? (…) A renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é fim de si mesma. Deve apenas, por assim dizer, preparar o caminho para conteúdos mais profundos, de que se alimenta o homem interior”.

Carne de peixe pode?

A restrição abrange as variedades de carne animal. Isso inclui carne bovina, suína e aves. A exceção fica por conta da carne de peixe e dos frutos do mar. Esses alimentos podem ser consumidos.

A carne de peixe, em comparação com a de boi ou porco, apresenta digestão mais fácil. Ela causa menor impressão de saciedade.

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Por essa razão, torna-se alimento mais apropriado para os dias penitenciais em que os católicos são chamados a participar dos sofrimentos de Cristo.

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