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"Quebrar todos os dentes": Dono do Banco Master preso pela PF fez plano para simular assalto e "prejudicar violentamente" jornalista; ANJ se manifesta

Associação Nacional dos Jornalistas repudiou veemente "tentativa de intimidar profissional de imprensa"

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Publicado em: 04/03/2026 às 11h:45 Última atualização: 04/03/2026 às 11h:48
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“Quero mandar dar um pau nele, quebrar todos os dentes, num assalto”, disse o dono do Banco Master Daniel Vorcaro sobre o jornalista Lauro Jardim. O diálogo está descrito na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou prender o ex-banqueiro novamente.

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso pela PF | abc+



Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso pela PF

Foto: Banco Master/Reprodução

Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (4). Segundo a decisão de Mendonça, há indícios de que o ex-banqueiro teria determinado que fosse forjado um assalto ou algo parecido para “prejudicar violentamente” Lauro Jardim, que atua como colunista do portal O Globo.

O dono do Banco Master, que é alvo da Operação Compliance Zero da PF, fazia parte de um grupo de WhatsApp chamado de “A turma”. Foi nele que Vorcaro conversou com Luiz Phillipi Mourão: “Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele”.

Ainda conforme a decisão do ministro do STF, Luiz Phillipi confirmou com dois sinais de positivo. “Estamos em cima de todos os links negativos”, escreveu. “Vamos derrubar todos e vamos soltar positivas.”

Luiz Phillipi Mourão é apontado como um responsável por obter “informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”, segundo Mendonça.

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“A partir de todos esses diálogos verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Mourão que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do episódio, calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”, afirmou o ministro.

LEIA TAMBÉM: Investigações indicam que Daniel Vorcaro mantinha estrutura de intimidações, aponta STF

O que diz O Globo

Em nota, o portal O Globo repudiou “veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim”. Ainda em nota, o jornal pede que envolvidos na “trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei”.

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Leia na íntegra

O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.

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O que diz a Associação Nacional de Jornalistas

A Associação Nacional de Jornalistas (ANJ) também se manifestou em nota e repudiou as falas de Daniel Vorcaro contra Lauro Jardim: “A tentativa de intimidar um profissional de imprensa por meio de violência constitui ataque inaceitável à liberdade de expressão.” 

Ainda em nota, a associação cumprimentou a Polícia Federal e o ministro do STF “pelas providências adotadas para salvaguardar o livre exercício da atividade jornalística”.

Leia a nota na íntegra:

Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta sua solidariedade ao jornal O Globo e a seu colunista Lauro Jardim e expressa veemente repúdio às intenções criminosas que, segundo decisão do ministro André Mendonça, tinham por objetivo “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. A determinação do ministro baseou-se na descoberta de um plano do ex-banqueiro Daniel Vorcaro de simular um assalto para “prejudicar violentamente” o jornalista.

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A tentativa de intimidar um profissional de imprensa por meio de violência constitui ataque inaceitável à liberdade de expressão. Métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira.

A ANJ também cumprimenta a Polícia Federal pela descoberta das ameaças e o ministro André Mendonça pelas providências adotadas para salvaguardar o livre exercício da atividade jornalística.

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Brasília, 4 de maço de 2026.
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ).

*Com informações do portal de notícias O Globo

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