A empresária e estilista Larissa Nara Rezende foi presa na sexta-feira (5) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Natural de Uberaba, ela desembarcava de um voo vindo de Londres, na Inglaterra, quando foi detida pela Polícia Federal.

Foto: Redes sociais
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Larissa estava na lista vermelha da Interpol por condenação definitiva relacionada ao financiamento do tráfico internacional de drogas.
A captura aconteceu durante a Operação Cerco Fechado. A ação reúne trabalho integrado de inteligência das forças de segurança, conforme informações apuradas pelo g1.
A Justiça Federal condenou Larissa em março de 2026 a 8 anos, 9 meses e 22 dias de prisão. O crime foi financiar o tráfico internacional de drogas. A condenação resultou na expedição de mandado de prisão contra ela.
Após a detenção, a empresária foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna, em São Paulo.
Rotina de luxo nas redes sociais
Após a condenação em março, ela seguia publicando fotos de viagens internacionais. Os conteúdos mostravam participação em eventos de moda e experiências relacionadas a marcas de luxo.
Os setores de inteligência da Polícia Federal identificaram que a condenada deixou o Triângulo Mineiro. Ela seguiu para a Europa antes de retornar ao Brasil.
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Vínculo com escola de moda
Larissa é proprietária de uma loja de roupas em Uberaba. Em publicação nas redes sociais, ela afirmava fazer parte do Instituto Marangoni.
A escola italiana de moda, design e artes tem unidades em cidades como Milão, Paris, Londres, Dubai e Miami. A empresária não informava qual era o vínculo com a instituição.
O g1 entrou em contato com o Instituto Marangoni para confirmar se Larissa tem vínculo com a escola. Não houve retorno até a última atualização da reportagem.
A inclusão no sistema internacional de procurados ocorreu após a Justiça Federal expedir o mandado de prisão.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais informou que a empresária já havia ficado 7 dias presa em 2013. A motivação da prisão anterior não foi detalhada.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam. O objetivo é localizar outros suspeitos e desarticular organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Larissa, Vitor Colucci Daher. Não houve resposta até a última atualização da matéria.