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DEPOIMENTO AO STF

Quem é o general que assumiu autoria de plano para matar Moraes e Lula

Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República, o plano previa o sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin

Publicado em: 25/07/2025 às 09h:52 Última atualização: 25/07/2025 às 09h:52
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Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (24), o general da reserva Mário Fernandes confirmou a autoria do plano Punhal Verde e Amarelo, mas ponderou que “não foi compartilhado com ninguém”. Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República, o plano previa o sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin.

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General da reserva Mário Fernandes confirmou a autoria do plano Punhal Verde e Amarelo | abc+



General da reserva Mário Fernandes confirmou a autoria do plano Punhal Verde e Amarelo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Não passa de um pensamento digitalizado. Hoje eu me arrependo disso, era apenas um pensamento de um militar, que não foi compartilhado com ninguém”, declarou Mário Fernandes, que foi secretário-geral da Presidência no governo Jair Bolsonaro.

O general confirmou que imprimiu o plano para ler o documento, mas, logo depois, “rasgou”: “Eu imprimi para não forçar a vista e logo depois eu rasguei. Não compartilhei com ninguém.”

De acordo com a PGR, Mário Fernandes teria assumido a responsabilidade por “ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas, em conjunto com Marcelo Costa Câmara (ex-assessor de Bolsonaro), além de realizar a interlocução com as lideranças populares ligadas ao dia 8 de janeiro”.

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Ao responder às perguntas do juiz auxiliar Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, que atua no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, o general também confirmou a autoria de uma minuta de implementação de um gabinete de crise.

Mário Fernandes afirmou que o documento seria apenas para o “assessoramento” do Gabinete de Segurança Institucional em uma eventual crise.

Segundo a PGR, o objetivo seria ‘estabelecer diretrizes estratégicas de segurança e administrativas para o gerenciamento da crise institucional’.

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Então chefiado pelo general Augusto Heleno, o GSI teria a coordenação-geral a cargo do general Braga Netto (ex-ministro da Defesa).

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Mário Fernandes disse que faria parte da assessoria estratégica, enquanto a assessoria de Relações Institucionais seria ocupada por Filipe Martins.

O general afirmou que chegou a ir entre cinco e sete vezes aos acampamentos em frente aos quartéis, onde manifestantes pediam intervenção militar. Segundo ele, era “uma festa cívica” composta por pessoas “humildes”. Fernandes nega ter tido interlocução com lideranças do movimento, conforme apontado pela acusação.

Mário Fernandes afirmou que propôs a Augusto Heleno e a Braga Netto que participassem de uma audiência pública no Congresso para “denunciar as fraudes eleitorais”.

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