Uma tempestade de um dos raios mais raros e altos do planeta foi flagrada no Sul do Brasil. Chamados de sprites, eles foram fotografados por um gaúcho. [Assista ao vídeo no final da matéria]
As imagens foram tiradas na noite de sábado (27), em Passo de Torres, cidade de Santa Catarina que fica na divisa com Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul.
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O dia havia sido de grandes tempestades durante o dia, segundo o fotógrafo Gabriel Zaparolli, que fez os registros. “A noite reservou um registro que eu não esperava”, escreveu nas redes sociais.
Embora sejam raros, os sprites não são inéditos no céu do Sul do País, segundo a MetSul Meteorologia. Os que foram registrados, se formaram sobre um Complexo Convectivo de Mesoescala (CCM), que atuava no final do dia sobre nordeste de Santa Catarina e leste do Paraná.
A MetSul explica que o CCM é um tipo de sistema maior que tempestades isoladas, mas ainda assim menor que grandes como os ciclones extratropicais.
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Sprites: Raio misterioso e um dos mais raros do planeta que ainda intriga cientistas
“As imagens são seguramente as mais incríveis já documentadas no Brasil dos raios do tipo sprite, de coloração vermelha”, afirma a MetSul. Ao contrário das descargas elétricas que a população está acostumada a ver, essas vão das nuvens para o alto, em direção ao espaço.
Parecidos com águas-vivas, os sprites são chamados de “raios mais altos da Terra” porque atingem a ionosfera a mais de 80 quilômetros de altura. Descobertos em 1989, somente após terem sido acidentalmente fotografados é que os cientistas acreditaram que eles realmente existiam.
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Chamados de Eventos Luminosos Transientes (TLE), esses são fenômenos atmosféricos que são observados acima de nuvens de tempestades, em altitudes entre 18 e 100 quilômetros. Ainda, são associados a campos elétricos quase eletrostáticos, produzidos por relâmpagos.
Como se formam ainda não é totalmente compreendido pela ciência, segundo a MetSul. “Alguns modelos afirmam que os raios cósmicos contribuem para que ocorram, criando caminhos condutores na atmosfera.”
“Partículas subatômicas do espaço profundo atingiriam o topo da atmosfera da Terra, produzindo elétrons secundários que acionariam os raios para cima”, explicam os meteorologistas.