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JULGAMENTO

Reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação em massa, diz Moraes

Ministro ainda completou a reflexão sobre o "entreguismo nacional", alfinetando a articulação de bolsonaristas junto ao presidente dos Estados Unidos

Publicado em: 09/09/2025 às 12h:28 Última atualização: 09/09/2025 às 12h:29
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (9), que a reunião em que o ex-presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas diante de embaixadores “talvez entre para a história como um dos momentos de maior entreguismo nacional”.

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A reunião em questão foi pivô da condenação de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.

Alexandre de Moraes durante terceiro dia do julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e o coloca como líder de organização criminosa | abc+



Alexandre de Moraes durante terceiro dia do julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e o coloca como líder de organização criminosa

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro ainda completou a reflexão sobre o “entreguismo nacional”, alfinetando a articulação de bolsonaristas junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Na verdade, os últimos acontecimentos demonstram que essa reunião foi só preparatória para uma tentativa de retorno à condição de colônia brasileira, somente não mais de Portugal”.

Moraes ponderou que a reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação em massa, juntando notícias, vídeos e fotos fraudulentas “para deslegitimar não só o Poder Judiciário e a Justiça Eleitoral, agora perante diversos embaixadores, mas também para já preparar o descrédito no resultado das eleições, sempre dentro daquele intuito desse grupo político de se perpetuar no poder independentemente do resultado das eleições”, disse.

O relator ainda contestou as alegações, em interrogatório, de Bolsonaro de que outros presidentes também se reuniam com embaixadores. “É óbvio. Não há ilegalidade na reunião. Não há ilegalidade em se reunir com embaixadores. A ilegalidade está no conteúdo da reunião. Mais um ato executório, atentando contra a democracia, o estado democrático de direito, atentando contra o Poder Judiciário. E o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu isso, julgando procedente a ação de investigação judicial eleitoral”, afirmou.

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