Diante da incidência de novos casos de abuso infantil, a Polícia Civil de Santa Catarina emitiu um alerta sobre quais são os principais sinais de que uma criança ou adolescente está sendo vítima de violência, com crimes como estupro de vulnerável ou pedofilia.
A psicóloga policial Lilian Motta Gomes, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Criciúma/SC, um dos principais desafios é o combate ao mito de que o agressor é uma pessoa estranha. Segundo a especialista, na maioria das vezes, os autores são pessoas que possuem vínculo direto e de confiança com a vítima, como pais, padrastos, professores, vizinhos ou líderes espirituais.
Neste caso, de acordo com Lilian, a identificação precoce é a ferramenta mais eficaz para que haja a interrupção deste ciclo de violência. Para isso, os responsáveis devem estar atentos a mudanças repentinas no comportamento das crianças.
Principais reações
De acordo com a policial, a criança pode ter diversas reações. Uma delas, são as alterações emocionais, como medo, pânico, introversão ou extroversão acentuada e sem motivo aparente. Outro exemplo, é a mudança de comportamento, como voltar a ter atitudes de uma idade inferior e que já tinham sido superadas. E o terceiro caso é de marcas de agressão ou indícios de doenças sexualmente transmissíveis.
Além disso, Lilian lembra que não é necessário haver contato físico para que o crime de abuso seja configurado. Atos como forçar uma criança a assistir vídeos pornográficos, ou produção de fotos e vídeos de cunho sexual também são consideradas formas de violência contra menores.
Em caso de suspeita, denúncias podem ser feitas nas delegacias de Polícia Civil, especialmente as voltadas para a proteção de crianças e adolescentes.