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AVIAÇÃO

Sem citar preço de passagens, aéreas dizem que alta no combustível terá "consequências severas"

Petrobras anunciou aumento de 55% no combustível usado na aviação

Publicado em: 02/04/2026 às 10h:33 Última atualização: 02/04/2026 às 10h:33
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Em reação ao reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) promovido pela Petrobras, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o aumento do valor do combustível terá “consequências severas” para o setor.

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O reajuste de 54,6% vai se somar ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março. Com isso, segundo a entidade, o combustível vai responder por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.

“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, afirmou a entidade, em nota publicada nesta quarta-feira (1º), sem mencionar o preço das passagens.

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Sem citar preço de passagens, aéreas dizem que alta no combustível terá “consequências severas”

Foto: Igor Müller/GES-Especial

A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express.

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Também nesta quarta, a Petrobras informou que oferecerá um termo de adesão às distribuidoras com o objetivo de reduzir os efeitos do reajuste no preço do querosene. O termo vai ser disponibilizado ao mercado até segunda-feira (6), segundo a estatal.

A proposta vai permitir que as empresas paguem, em abril, um aumento de 18%. A diferença até chegar aos mais de 54% poderá ser parcelada em seis vezes, com primeira parcela a partir de julho de 2026. As condições ainda serão calculadas, explica a estatal por meio de nota.

Conforme a Petrobras, a iniciativa “visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”.

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Segundo a Abear, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação segue a paridade internacional. Isso intensifica os efeitos das oscilações no preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico e amplia o impacto de choques externos nos custos das companhias aéreas.

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“Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam reduzir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações”, conclui.

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Mais cedo, o presidente da associação, Juliano Noman, afirmou que as medidas do governo federal para mitigar o impacto da alta do petróleo sobre o QAV precisam ser “urgentes”, para evitar que o setor tenha de adotar ações de replanejamento.

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