Conforme lideranças da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), o setor coureiro-calçadista brasileiro deverá sentir os impactos sobre a taxação de 50% das importações, proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
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Os representantes dos setores brasileiros conversaram com a editora-chefe do Jornal Exclusivo, Luana Rodrigues, durante a 32ª Inspiramais, em São Paulo, quando afirmaram que uma das medidas para que se evite os efeitos sobre o setor, seja o diálogo.
Para o presidente-executivo do CICB, José Fernando Bello, a taxação imposta pelo governo americano impacta fortemente o segmento. “Os Estados Unidos são o segundo maior cliente do couro brasileiro. Certamente com essa sobretaxa, os negócios serão impactados”, afirma.
Conforme o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a entidade vem reforçando que a cooperação e o diálogo são os pilares das relações comerciais. “Após encontro em Brasília, ficou claro que a única saída é o diálogo. Caso não aconteça, foi discutido sobre solicitar uma prorrogação para mais 90 dias para se ter um período maior de negociação”, explica.
Encontro em Brasília
Nas articulações junto ao Governo Federal, as entidades buscam pela preservação dos fluxos comerciais. Na última terça-feira (15), o setor produtivo reuniu-se com o vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além de outros ministros, em Brasília para tratar do impasse criado entre Brasil e EUA.
No encontro foi feito o pedido por uma negociação com diplomacia e agilidade, quando ficou acertado também que, em um primeiro momento, o foco será a busca pelo retorno da sobretaxa de 10% ao produto brasileiro, anunciada em abril. Caso não haja sucesso, o segundo passo será solicitar a prorrogação de mais 90 dias para que a negociação ocorra.
Entenda
No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma taxa adicional de 50%, com vigência prevista para o próximo dia 1º de agosto, para todos os produtos exportados do Brasil.
A medida influência diretamente a competitividade dos produtos, incluindo os calçados, comprometendo o acesso de empresas ao mercado norte-americano. O mercado dos Estados Unidos é o principal destino das exportações de calçados do Brasil, representando mais de 20% das exportações do setor.
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