O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (31) uma maior integração entre Brasil e Estados Unidos, ao falar da possibilidade de afastamento comercial entre os países com a vigência da tarifa de 50% sobre parte da pauta exportadora para os norte-americanos.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A taxa proibitiva inibe o comércio de diferentes setores.”Nós temos que buscar mais integração, mais parceria. Em 2003, o comércio com os Estados Unidos representava 25% das nossas exportações, hoje representa apenas 12%. Em vez de crescer, nós diminuímos. E nós temos que buscar mais integração, não menos. Essa atitude tarifa vai nos afastar, porém nós queremos aproximação”, disse o ministro.
O ministro da Fazenda reconheceu que o decreto do governo Trump veio “melhor do que se esperava”, embora tenha reforçado que o governo brasileiro está longe do “ponto de chegada” nas negociações.
“Nós estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava, mas longe do ponto de chegada. Há muita injustiça nas medidas que foram anunciadas ontem (quarta-feira, 30), há correções a serem feitas, há casos que são dramáticos, que deveriam ser considerados imediatamente”, disse, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda.
Entre os principais setores, aviação, suco de laranja, celulose e petróleo foram poupados. Entretanto, café, carne bovina, frutas, pescados, aço e cacau seguem no afetados.