Um plano de contingência foi elaborado após o anúncio das tarifas de 50% ao Brasil feito pelo presidente americano Donald Trump em 9 de julho, quando diversos setores da economia brasileira iniciaram diálogos com o governo federal em busca de proteção. Segundo informações do Estadão, a lista inicial continha 37 medidas solicitadas, mas foi reduzida para oito consideradas prioritárias. O plano foi entregue a Lula pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (6).

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O pacote de socorro brasileiro visa principalmente pequenos produtores que não possuem alternativas à exportação para o mercado americano.
Entre as propostas que serão analisadas pelo presidente estão linhas de crédito para capital de giro, soluções para contratos de adiantamento de câmbio e aumento das compras governamentais. Na área tributária, a devolução rápida de créditos tributários figura como uma das principais demandas, além do possível congelamento temporário do pagamento de impostos.
Além disso, empresas solicitam flexibilidade para conceder férias coletivas e a possibilidade de relançamento do programa de redução de jornada de trabalho implementado durante a pandemia.
O estudo preparado pela Fazenda foi caracterizado como “amplo”, oferecendo a Lula várias alternativas. O plano busca equilibrar o socorro aos setores afetados sem agravar a crise fiscal do País.
Em entrevista, Lula mencionou a necessidade de medidas para “manutenção de empregos” e apoio às empresas na busca por “procurar novos mercados”. O presidente também declarou: “Eu poderia taxar produtos americanos, mas não farei, porque não quero ter mesmo comportamento (que os EUA)”.
“Vamos ter um plano muito detalhado, para começar a atender sobretudo aqueles que são pequenos e não têm alternativa a exportação para os Estados Unidos, que é a preocupação maior do presidente, o pequeno produtor”, disse Haddad.
(*) Com informações do Estadão