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"Tem que moer essa vagabunda": Vorcaro tinha grupo à disposição para ameaçar funcionários

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro utilizava um grupo de coerção privada e intimidação de críticos para ameaçar funcionários e ex-colaboradores que se opunham às suas ordens e vontades

Publicado em: 04/03/2026 às 16h:16 Última atualização: 04/03/2026 às 16h:17
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Preso na manhã desta quarta-feira (4) por determinação do ministro do STF André Mendonça, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, utilizava um grupo de coerção privada e intimidação de críticos para ameaçar funcionários e ex-colaboradores que se opunham às suas ordens e vontades.

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Vorcaro | abc+



Vorcaro

Foto: Reprodução

A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro colaborou “de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. (leia a íntegra abaixo)

No relatório da Polícia Federal, Vorcaro relata a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que uma funcionária o estaria ameaçando.

“Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”, disse o banqueiro no WhatsApp. “O que é para fazer?”, indagou o “Sicário”. “Puxa endereço tudo”, ordenou Vorcaro.

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Em outro diálogo, Mourão se dispõe a colocar “A Turma” – estrutura utilizada para realizar atividades de monitoramento e coleta de informações de interesse do grupo criminoso – para intimidar outro funcionário de Vorcaro, que supostamente teria feito uma gravação indesejada do banqueiro.

Nas mensagens, há troca de documentos pessoais do funcionário que seria intimidado. Além disso, Vorcaro pediu para Mourão “levantar tudo dos dois”, que seriam o funcionário da gravação e um chefe de cozinha do banqueiro.

“O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, disse Vorcaro.

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Em outra mensagem de WhatsApp trocada com Vorcaro, Mourão informa que está monitorando um ex-funcionário do banqueiro.

“Tem algum telefone, alguma coisa assim, para monitorar?”, questionou o “Sicário”.

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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, foi preso preventivamente na manhã desta quarta. André Mendonça argumentou que a prisão do “longamanusviolento” de Daniel Vorcaro ocorre “para garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal”.

As investigações indicam que Vorcaro “manteve relação contratual com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”.

“Nesse contexto, foram identificadas tratativas relativas à execução dessas atividades e à mobilização de equipes responsáveis pela extração e coleta dos dados de interesse do grupo criminoso”, diz o relatório da Polícia Federal.

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Com a palavra, a defesa de Daniel Vorcaro

A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

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Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.

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