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Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master após reunião com ministros do STF

Decisão foi formalizada em nota assinada por todos os integrantes da Corte, que rejeitaram pedido de suspeição contra o magistrado

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Publicado em: 12/02/2026 às 20h:52 Última atualização: 12/02/2026 às 20h:54
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O ministro Dias Toffoli decidiu abandonar a relatoria do caso Banco Master após reunião com os outros nove ministros do Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (12). A decisão foi formalizada em nota oficial assinada por todos os integrantes da Corte, que rejeitaram o pedido de suspeição contra o magistrado, mas confirmaram a redistribuição do processo.

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Dias Toffoli | abc+



Dias Toffoli

Foto: Agência Brasil

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, interrompeu antecipadamente a sessão plenária regular para convocar o encontro extraordinário. Conforme reportado pelo Estadão, durante a reunião, os ministros analisaram um relatório da Polícia Federal que mencionava Toffoli na investigação envolvendo a instituição financeira.

A PF enviou ao tribunal um documento listando menções ao ministro encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, além de registros de conversas entre o magistrado e o banqueiro. Segundo o relatório policial, o conteúdo poderia configurar motivo para a suspeição de Toffoli na condução do caso.

A decisão foi oficializada em nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal às 20h33, com atualização às 20h37. O documento recebeu a assinatura de todos os dez magistrados da Corte, incluindo o presidente Luiz Edson Fachin, o vice-presidente Alexandre de Moraes, e os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

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O processo que motivou a reunião está registrado sob o número 244 AS no sistema do STF. A decisão unânime refere-se à Reclamação n. 88.121, que estava sob relatoria de Toffoli, junto com todos os processos vinculados a ela por dependência. Na nota, os ministros reconheceram a validade de todos os atos praticados por Toffoli enquanto relator.

A nota oficial não especifica quem será o novo relator, apenas indica que haverá redistribuição. Também não detalha o conteúdo específico das mensagens encontradas no celular de Vorcaro que mencionavam Toffoli, nem o teor completo das conversas entre o magistrado e o banqueiro.

Conforme o documento divulgado, a Presidência do tribunal adotará as providências processuais necessárias para a extinção do processo de suspeição e para a remessa dos autos a um novo relator, que será definido por livre redistribuição.

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Em nota divulgada na véspera da decisão, o gabinete de Toffoli afirmou que o pedido da PF estava baseado em “ilações” e argumentou que “juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil”.

Na nota oficial conjunta, os ministros do STF expressaram: “(Os ministros) expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”.

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Em comunicado divulgado na quinta-feira, Toffoli admitiu ser sócio anônimo de uma “empresa familiar” chamada Maridt, que vendeu cotas do resort Tayayá, no interior do Paraná, a um fundo gerido por parte de Daniel Vorcaro. O ministro negou conhecer os operadores do fundo e afirmou não ter relação de amizade com o banqueiro, declarando que os dividendos recebidos da transação foram devidamente informados à Receita Federal.

A defesa do banqueiro reclamou do que chamou de “vazamento seletivo de informações” relacionadas ao caso.

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