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Tratado entre Mercosul-UE reduz alíquota sobre automóveis europeus

Atualmente, a alíquota do imposto de importação sobre veículos vindos da Europa é de 35%

Publicado em: 22/01/2026 às 14h:59 Última atualização: 22/01/2026 às 15h:17
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Foram necessários mais de 26 anos de negociação, mas o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia enfim saiu do papel e foi assinado no dia 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai. Agora, a cooperação tem potencial para transformar o perfil dos carros que o brasileiro dirige e impactar a produção automotiva nacional. Com menos restrições aos automóveis europeus, a indústria brasileira tem dois caminhos: encolher e importar mais ou elevar o nível de competitividade.

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Acordo entre Mercosul e UE envolve 700 milhões de pessoas | abc+



Acordo entre Mercosul e UE envolve 700 milhões de pessoas

Foto: Agência Brasil

Hoje, o Imposto de Importação para veículos vindos da Europa é de 35%, o que limita a oferta e encarece os modelos. A parceria entre os blocos prevê zerar essa alíquota em 15 anos, de forma escalonada, para carros a combustão. Para os modelos eletrificados, o prazo é um pouco maior: 18 anos.

A regra também abrange a importação de peças e conjuntos para montagem local. Nesse cenário, marcas como a BMW, que importa um grande volume de componentes europeus para sua fábrica em Araquari (SC), podem ter redução significativa de custos.

A mesma estratégia pode ser empregada pela chinesa BYD. A marca, que hoje traz itens da China para sua unidade em Camaçari (BA), pode concluir que é mais vantajoso importar kits de sua fábrica na Hungria (que inicia operações neste ano e possui acordos com a UE). Nesse caso, os conjuntos chegariam com imposto zero – uma condição muito mais competitiva que as tarifas de 16% a 18% que incidem hoje sobre os kits CKD (desmontados) ou SKD (semidesmontados) vindos da China.

Caso essa invasão ocorra de forma extrema, ameaçando a indústria nacional, o acordo prevê uma salvaguarda: a cooperação poderá ser suspensa por até cinco anos se o dano à produção local for comprovado.

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Perspectivas

Para entender como a criação da maior zona de livre-comércio do mundo altera o jogo, o Jornal do Carro consultou especialistas e a Anfavea. A associação das montadoras, por ora, prefere não comentar, alegando que ainda estuda os impactos.

Já os consultores apontam três caminhos principais. Primeiramente, eles consideram que pode haver redução de preços em modelos de marcas premium, como BMW, Audi, Mercedes-Benz, Volvo e Jaguar Land Rover. Sem os 35% de imposto embutidos no preço final, modelos de luxo tornam-se mais acessíveis.

“Minha expectativa para o curto prazo (cinco anos) é recebermos mais carros europeus concentrados no segmento de luxo ou acima de R$ 150 mil”, afirma Milad Kalume Neto, diretor executivo da consultoria K.Lume.

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Cássio Pagliarini, CMO da Bright Consulting, concorda, mas projeta esse movimento para o médio prazo, dependendo da definição dos prazos de desoneração. “Com a carga atual, a redução de preços para importados é o caminho natural”, diz.

 

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