“Uma verdadeira cena de guerra” descreveu a jornalista catarinense Caroline Sacardo, do Diário de Iguaçu, sobre o local do acidente do ônibus com 67 paraguaios em Santa Catarina madrugada desta quarta-feira (15). O veículo tombou e ficou na beira de uma ribanceira na SC-492, entre Maravilha e São Miguel do Oeste, por volta da meia-noite.
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Em entrevista à Rádio ABC 103.3 FM, Caroline conta que as informações iniciais são de que os passageiros do veículo eram, na maioria, crianças que participaram de apresentação de balé em Gramado e voltavam para o Paraguai. Das 67 pessoas no ônibus, uma criança e duas mulheres morreram. Outras 64 ficaram feridas, algumas com gravidade. Uma mulher precisou ter um membro amputado.
Segundo a jornalista o acidente poderia ter sido pior por conta de uma ribanceira que fica perto da estrada “Então, conforme também conversei com o Corpo de Bombeiros, caso o ônibus tivesse tombado mais uma vez, o acidente teria sido pior, porque existe uma ribanceira para baixo do local onde o ônibus tombou”.

Foto: Portal Peperi/Reprodução
Hospital lotado
O hospital do município de Maravilha, que recebeu 42 das 67 vítimas, sofre com superlotação. “Conversei com a direção, todos os médicos, enfermeiros, técnicos que estavam em casa foram acionados para o plantão, então a equipe foi triplicada para esses atendimentos. Aqui em Maravilha, então, três vítimas graves, uma menininha de 7 anos, que teve um machucado no quadril, ela foi transferida para o hospital de referência em Chapecó”, relatou Caroline.
Uma mulher em estado grave teve um membro amputado no hospital de São José, na grande Florianópolis. “As vítimas fatais e as em estado grave, bem machucadas, elas acabaram sendo esmagadas pelo peso do ônibus”.
O desvio
O trecho utilizado pelo ônibus é apontado por aplicativos de geolocalização como um desvio da BR-282. “Então é um trecho que ele dá em um asfalto novo, então os motoristas muitas vezes não têm o conhecimento. Porque ele não tem acostamento, tem um nível bem alto de curvas, então acaba sendo um pouco perigoso durante a noite principalmente”, destaca a jornalista.
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O relato dos dois motoristas — o que estava no volante e o que estava na cabine — aponta que eles avisaram as autoridades a falta de freios do veículo. Entretanto a polícia segue investigando a causa do acidente no local. Caroline salienta que “quando os bombeiros chegaram no local eles descreveram uma verdadeira cena de guerra porque as pessoas, elas são de nacionalidade paraguaia, então elas não falam português então isso dificultou o atendimento às vítimas.”
A causa do acidente segue sendo apurada.
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