Caio Rocha Aguiar Arrabal, 44 anos, morreu na manhã de domingo (28) após cair de um penhasco na trilha da Pedra do Macaco, em São José do Imbassaí, distrito de Maricá (RJ).
Ele havia subido ao topo da formação rochosa, a 150 metros de altura, para tirar uma foto, quando perdeu o equilíbrio ao tentar descer.
Segundo apuração do G1, Caio integrava uma equipe responsável por conduzir um grupo de moradores de Araruama pela trilha. Era a primeira vez que ele percorria aquele trajeto.
Uma integrante do grupo filmava o momento em que ele descia de costas pela pedra; ao girar o corpo para encarar a descida de frente, caiu ribanceira abaixo. Nas imagens, é possível ouvir a mulher pedindo que ele tomasse cuidado segundos antes do acidente.
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Resgate de quatro horas em mata fechada
A operação de busca teve início às 11 horas e 40 e se estendeu por aproximadamente quatro horas. O Corpo de Bombeiros atuou com apoio de aeronave e contou com a colaboração de Matheus Moura, instrutor de resgates da Defesa Civil de Maricá, que estava nas proximidades quando o acidente ocorreu.
A dificuldade de acesso ao local tornou o trabalho especialmente árduo. “Foi um resgate bem complexo, bem difícil. Tivemos que entrar por uma área de mata fechada, densa, de difícil acesso até chegar nele. Fizemos escalada, ascensão com corda, vários processos tivemos que fazer até chegar no local e eu consegui efetuar o resgate juntamente com a aeronave”, relatou Matheus ao G1. Quando as equipes chegaram até Caio, ele já estava morto.
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Acidente não é o primeiro no ponto
O próprio resgatista alertou que subir na pedra para fotografar é uma prática frequente entre visitantes da trilha e que este não foi o primeiro acidente registrado no local.
Matheus apontou ainda que Caio desceu pelo lado errado da formação rochosa, o que contribuiu para a queda.
A Polícia Militar acompanhou as ocorrências. Um vídeo publicado nas redes sociais após o acidente mostra o trajeto percorrido pela trilha da Pedra do Macaco, expondo as condições do terreno onde o acidente aconteceu.
O histórico de quedas no ponto levanta questões sobe a sinalização e os riscos do local para grupos sem experiência prévia no trajeto.