A investigação sobre a morte de Maria Clara Aguirre Lisboa, uma menina de 5 anos encontrada enterrada no quintal de casa em outubro de 2025, teve novos desdobramentos após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal.

Foto: Reprodução/Redes sociais
O exame apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por soterramento. A presença de terra na traqueia indica que a criança ainda respirava quando foi enterrada, em Itapetininga (SP).
Além disso, a perícia identificou traumatismo craniano, sugerindo que a vítima já havia sido agredida antes da ocultação do corpo. O cadáver foi localizado em uma cova rasa concretada nos fundos da residência onde vivia com a mãe e o padrasto.
A estimativa é de que o crime tenha ocorrido no fim de setembro, com o corpo permanecendo cerca de 20 dias no local.
Relembre o caso
O desaparecimento foi denunciado pela avó paterna ao Conselho Tutelar no início de outubro. O órgão já acompanhava a família por histórico de conflitos e ameaças envolvendo o padrasto. O caso foi registrado na Polícia Civil no dia 8.
Após diligências, o corpo da menina foi encontrado em avançado estado de decomposição e com sinais de agressões. No mesmo dia, a mãe e o padrasto foram localizados, presos e confessaram o crime, admitindo que mataram a criança e esconderam o corpo sob concreto.
Um áudio enviado pelo padrasto ao pai da vítima, antes da descoberta do corpo, também veio à tona e reforçou as suspeitas.
Os dois seguem presos preventivamente e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Justiça marcou para 19 de maio a audiência que vai decidir se o caso será levado a júri popular.