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TRAGÉDIA

VOEPASS: Relatório aponta possível causa do acidente aéreo que matou 62 pessoas

Documento parcial é do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa); explicação final ainda não foi apresentada

Publicado em: 09/07/2026 às 15h:07 Última atualização: 09/07/2026 às 15h:07
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Um relatório parcial do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) aponta que a queda de um avião da Voepass, em 2024, foi causada por um conjunto de falhas de pilotos, da empresa e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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Avião da companhia Voepass caiu no interior de São Paulo e matou 62 pessoas | abc+



Avião da companhia Voepass caiu no interior de São Paulo e matou 62 pessoas

Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

A existência do documento sobre as causas do acidente que matou 62 pessoas foi revelada pela Folha de S.Paulo. O relatório final, consolidado, ainda não foi concluído e deve ser apresentado primeiramente às famílias das vítimas. A reportagem apurou que a versão final deverá sofrer atualizações em relação à versão parcial enviada a órgãos de países em que estão as fabricantes de componentes do avião.

Segundo a versão preliminar, a empresa ignorou falhas de segurança e tinha um contexto organizacional deficiente que tolerava desvios e desprezava alertas, como em relação a problemas no sistema de degelo da aeronave que já haviam sido detectados em viagens anteriores. O documento parcial também diz que houve “distração” dos pilotos durante o voo que partiu de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, em São Paulo. A conduta, marcada por conversas informais durante procedimentos críticos, teria oferecido elevado risco ao voo.

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Em relação à Anac, o relatório diz que a agência não foi capaz de tomar decisões que mitigariam os riscos, apesar de fiscalizações terem apontado ausência de padrões técnicos na manutenção das aeronaves da companhia.

Procuradas, a Anac e a Voepass não se manifestaram. À Folha, a companhia afirmou que não comentaria os apontamentos e segue colaborando com as autoridades de forma transparente e diligente. A Anac diz que não teve acesso ao documento e só vai se posicionar quando houver um relatório final.

O relatório do Cenipa não serve para definir as responsabilidades de envolvidos no voo. Há em paralelo um inquérito da Polícia Federal em fase de conclusão. A expectativa é de que sejam indiciadas pessoas que não estavam a bordo, mas tinham poder sobre a permanência do avião em atividade. Após o acidente, a Voepass teve o alvará de operador cassado pela Anac.

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O acidente

No início da tarde de 9 de agosto de 2024, o avião ATR-72-500 da Voepass caiu em Vinhedo, interior de São Paulo, matando 62 pessoas. A aeronave havia decolado de Cascavel, no Paraná. O ATR despencou 13 mil pés (4 mil metros) em dois minutos, caindo em um condomínio.

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O piloto do avião, Danilo Santos Romano, comentou sobre uma falha no sistema de degelo da aeronave. A informação foi divulgada em relatório preliminar apresentado pelo Cenipa no dia 6 de setembro daquele ano.

Foram registrados também alertas cruise speed low (baixa velocidade de cruzeiro) e, posteriormente, degraded performance (performance degradada) – indicando que o avião encontrava condições que reduziam a capacidade de voo, já que o acúmulo de gelo prejudicava a sustentação.

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