abc+

CRIME DE 2015

O que aconteceu com a mulher que atraiu fotógrafo para emboscada? Reviravolta na Justiça marca o caso Gustavo Gargioni

O novo júri ocorre na terça-feira (3), no Fórum de Canoas; a decisão anterior foi anulada a pedido do Ministério Público

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 27/02/2026 às 11h:18 Última atualização: 27/02/2026 às 11h:30
Publicidade

Paula Caroline Ferreira Rodrigues, acusada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul de atrair o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, 22 anos, para a emboscada que resultou em sua morte em 2015 será julgada novamente na próxima terça-feira (3), em Canoas.

Publicidade

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP

Gustavo Bertuol Gargioni foi assassinado com 19 tiros   | abc+



Gustavo Bertuol Gargioni foi assassinado com 19 tiros

Foto: Reprodução/Facebook

O novo júri, que ocorre após a anulação pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) de julgamento ocorrido em 2023, terá na acusação as promotoras de Justiça Daniela Fistarol e Rafaela Hias Moreira Huergo, designada pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) da instituição.

O julgamento anterior foi anulado — a pedido do Ministério Público — porque a decisão dos jurados foi contrária às provas, justificando o novo júri. Agora, a ré será julgada apenas pelo homicídio qualificado, estando extinta a punibilidade do crime de ocultação de cadáver.

As qualificadoras imputadas incluem motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O outro acusado do crime, Juliano Biron, foi condenado em 2020 pelo Tribunal do Júri a 20 anos e oito meses de prisão por homicídio qualificado, e é apontado como integrante de uma facção criminosa.

Publicidade

As promotoras, em conjunto, destacaram que “o MPRS reafirma sua inabalável convicção quanto à responsabilidade da ré pelos fatos descritos na decisão de pronúncia, na condição de principal articuladora do crime, ao lado de coautor, já definitivamente condenado. Aliás, desde o oferecimento da denúncia, a instituição sustenta a consistência do conjunto probatório e a presença de todas as qualificadoras reconhecidas judicialmente. Essa compreensão permanece íntegra e inalterada. O MPRS também entende que as provas serão valoradas em sua integralidade, e que o novo julgamento restabelecerá a adequada resposta estatal aos fatos apurados”.

O que diz a defesa de Paula

Segundo o advogado Rodrigo Schmitt, que está à frente da defesa de Paula Caroline Ferreira Rodrigues, sua cliente já foi absolvida e será novamente.

“Não deveríamos nem ter julgamento, que ocorre apenas porque houve um erro na redação da ata do último julgamento que não fez constar a tese da clemência, que foi acolhida pelos jurados”, explica.

Publicidade

“Por este erro formal, teremos que refazer o trabalho, apenas para confirmar novamente o que já foi decidido de forma soberana pelo Conselho de Sentença no julgamento anterior.”

Relembre o caso

Conforme a denúncia do Ministério Público, Paula foi responsável por atrair a Gargioni para a morte, em local previamente ajustado na cidade de Canoas.

Publicidade

A mulher, apesar de manter um relacionamento com o Biron, também se relacionava com o fotógrafo, o que levou ao entendimento de que o delito foi motivado por ciúmes.

Os dois — a ré e o coautor — combinaram o assassinato e, durante um encontro marcado pela mulher com a vítima, acabaram executando Gargioni a tiros, em julho de 2015.

Publicidade

Matérias Relacionadas