O adolescente de 16 anos que confessou o assassinato do pai em Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, também tentou matar o padrasto. Ele avançou com um carro sobre o homem no dia 6 de setembro, um dia depois de atirar na cabeça do genitor, de 56 anos, e enterrar o corpo na zona rural do município. Ele usou o Chevrolet Onix que pertencia ao pai na tentativa de homicídio.

Foto: Polícia Civil
CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DE NOVO HAMBURGO NO WHATSAPP
O delegado Adriano de Jesus Linhares Rodrigues, titular da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Santana do Livramento, afirma que o caso veio à tona durante depoimento do padrasto à Polícia nesta terça-feira (30). A tentativa de atropelamento aconteceu na cidade de Palmeira das Missões, próximo ao local onde a mãe do jovem mora. O homem conseguiu escapar e não se feriu.
LEIA MAIS: Adolescente que matou pai deu tatuagem e pneus a comparsas como pagamento
Entenda o caso
O adolescente confessou ter matado e enterrado o pai. Conforme a Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 5 de setembro, mas só foi descoberto nesta segunda-feira (29) após uma denúncia anônima.

Foto: Polícia Civil
Depois do assassinato, o jovem assumiu o negócio da família, uma borracharia. A Polícia acredita que o crime possa ter sido motivado pelo desejo do filho de ficar com o empreendimento.
“O adolescente assume a empresa do pai e segue negociando o patrimônio deixado pela vítima. O extremo da frieza e certeza da impunidade revela-se no momento que o adolescente se passava pelo pai para efetuar os negócios dos bens patrimoniais”, destaca o delegado.
O suspeito foi apreendido nesta segunda-feira. Ele mesmo levou a polícia até o local onde o corpo havia sido enterrado, na localidade de Rincão da Bolsa. O homem de 56 anos teria sido morto com um tiro de espingarda na cabeça, dado pelas costas. O cadáver teria sido ocultado pelo filho com a ajuda de dois amigos. Os comparsas, de 20 e 21 anos, também foram presos. Como pagamento pelo trabalho, o autor do crime deu uma tatuagem para um dos ajudantes e dois pneus para o outro.
Em respeito ao que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o nome do adolescente apreendido não será divulgado.