O advogado de Silvana Luisa da Silva, de 39 anos, que passou por uma gestação supostamente gemelar e deu luz a apenas uma bebê no dia 7 de junho no Hospital Centenário, espera o envio do prontuário médico para que o processo judicial avance.

Foto: Amanda Krohn/Especial
O escritório Cavedon e Pires Sociedade de Advogados, que passou a atender Silvana no dia 13 de junho, informou no dia 18 do mesmo mês que ingressou com uma ação no Ministério Público (MP) para investigar o que ocorreu “tanto na gestação, como no parto de Silvana”.
Conforme informações repassadas pelo escritório na segunda-feira (7), o município solicitou, na data em que a ação foi iniciada, um prazo de 30 dias prorrogáveis por mais 30 a partir daquele dia para a entrega do documento.
O primeiro prazo de 30 dias encerra no dia 18 de julho. Já o segundo, se for solicitado, encerra no dia 17 de agosto.
No dia 13 de junho, quando o escritório passou a atender Silvana, um boletim de ocorrência (B.O) foi feito pela defesa na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento.
O registro ocorreu dois dias após o B.O. realizado pelo Hospital Centenário na Delegacia Online. No dia 16 de junho, a Polícia Civil optou pelo arquivamento do caso.
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Os exames realizados pela Clínica Disiuta, contratada pelo Centro Médico Capilé, constataram a existência de gêmeas de pesos e datas de concepção diferentes, enquanto o exame pós-parto do Hospital Centenário apontou para a existência de apenas uma bebê.
Além da investigação por meio do MP, todos os exames também são investigados pela Procuradoria-geral da Prefeitura de São Leopoldo e pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).
“O Cremers tomou ciência do fato e instaurou sindicância que, conforme previsto no Código de Processo Ético Profissional, tramita em sigilo e dentro dos prazos estabelecidos”, afirma o Conselho, por meio de nota oficial encaminhada pela assessoria de imprensa.