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Investigação

Aluna sofre injúria racial em grupo de WhatsApp após evento de escola e caso vai parar na Polícia: "Não imaginavam que ganharia esta proporção"

Polícia confirmou nesta segunda-feira (9) que instaurou inquérito para apurar o caso

Publicado em: 09/06/2025 às 15h:49 Última atualização: 09/06/2025 às 15h:51
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Em uma iniciativa dentro da Semana do Meio Ambiente, o Colégio Marechal Rondon montou um desfile na última quarta-feira (4) com figurinos produzidos a partir de materiais como papelão e jornais, entre outros. 

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A batizada Eco Fashion Week, no entanto, terminou virando caso de polícia, após uma denúncia de injúria racial sofrida por uma estudante de 14 anos em um grupo de WhatsApp criado por estudantes da instituição de ensino.

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Colégio Marechal Rondon acabou envolvido em caso de Polícia após evento na última quarta-feira (4)



Colégio Marechal Rondon acabou envolvido em caso de Polícia após evento na última quarta-feira (4)

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

A Polícia Civil confirmou, na manhã desta segunda (9), que instaurou inquérito sobre o caso. “O caso chegou na Delegacia da Criança e acredito que, nesta semana mesmo, começaremos a investigar e a intimar os envolvidos para serem ouvidos”, confirmou o delegado Maurício Barison, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas.

LEIA TAMBÉM: Menina de 13 anos conta à Polícia que namorado da mãe a abusava desde os 9 após palestra sobre o assunto em escola

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O envolvimento da Polícia cria esperança para que o caso não caia na vala comum do preconceito a que a menina é submetida desde pequena, segundo a mãe da menor. À reportagem, ela disse que a revolta permanece latente. “Não dá para aceitar que casos como este passem impunes”, afirma. “Tenho nome e sobrenome dos envolvidos, e quero que eles expliquem o que disseram à minha filha para a Polícia”, acrescenta.

Injúria por WhatsApp

Conforme a mãe, os xingamentos e as ofensas acabaram printados no WhatsApp e serão apresentados às autoridades posteriormente como prova. “Estou acompanhando a situação da minha menina e hoje sei que há colegas que negam o que escreveram ou disseram”, relata. “É que eles não imaginavam que o caso ganharia esta proporção e estão com medo.”

Técnica em enfermagem com 34 anos, a mãe lamenta que este tipo de comportamento acabe ganhando força devido à omissão de agentes. A começar pela própria escola, que se limitou a uma simples ata ao tratar o caso. 

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“Fui até a escola cobrar satisfação, mas percebi que nada seria feito”, reclama. “Resolvi procurar a Polícia porque é diante de atitudes de omissão como esta que o racismo só cresce.”

Em tempo, os nomes não são divulgados na reportagem para proteger a identidade da adolescente, conforme o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Segundo o delegado Maurício Barison, acusação é séria e será apurada a partir desta semana pela Polícia Civil



Segundo o delegado Maurício Barison, acusação é séria e será apurada a partir desta semana pela Polícia Civil

Foto: Paulo Pires/GES

Sem posicionamento

A reportagem entrou em contato com o Colégio Marechal Rondon, contudo, acabou informada que a instituição não irá se manifestar sobre o assunto, mas que colaborará com a Polícia.

Questionada pela reportagem, a 27ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) informou não estar ciente do caso e que irá se inteirar do que aconteceu para, posteriormente, se posicionar sobre o assunto.

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Entenda o crime

A ocorrência registrada inicialmente na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Canoas foi classificada como “injúria racial” pela autoridade policial, crime que agora é equiparado ao racismo pela Lei 14.532/23, tipificada no artigo 140 do Código Penal.

Quando cometido por menor, a lei prevê medidas socioeducativas e, em alguns casos, a responsabilização civil dos pais. Envolve advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida e, em alguns casos, internação em estabelecimento educacional. 

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