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INVESTIGAÇÃO

Após apontar abuso de autoridade e tortura psicológica no caso do agricultor morto, MP pede aprofundamento na apuração

Investigação apura a morte de Marcos Nornberg, 48 anos, durante ação policial na propriedade da vítima

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Publicado em: 15/04/2026 às 10h:09 Última atualização: 15/04/2026 às 15h:27
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Após identificar indícios de abuso de autoridade por parte de oficiais da Brigada Militar (BM) e apontar elementos que configuram tortura psicológica contra a esposa do agricultor morto durante ação policial, o Ministério Público solicitou o aprofundamento das investigações pela própria BM antes de eventual oferecimento de denúncia.

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Agricultor foi baleado por policiais militares durante ação policial na propriedade rural | abc+



Agricultor foi baleado por policiais militares durante ação policial na propriedade rural

Foto: Reprodução Câmeras de Segurança

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O caso ocorreu em janeiro deste ano, em Pelotas, durante uma operação realizada por oito policiais militares, e tramita sob segredo de Justiça.

Com atuação junto à 2ª Auditoria da Justiça Militar, a promotora de Justiça Anelise Haertel Grehs pediu novas diligências no inquérito policial militar instaurado para apurar a morte do agricultor Marcos Nornberg, 48 anos.

Ele foi morto ocorrida durante intervenção da BM na zona rural do município, quando os policiais buscavam suspeitos de integrar uma quadrilha.

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Segundo a promotora, há “fortes indícios de abuso de autoridade” por parte dos oficiais que coordenaram a ação. Ela também aponta a existência de elementos que sugerem a prática de tortura psicológica contra a viúva da vítima, considerada vítima sobrevivente no contexto da ocorrência.

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Os fundamentos do pedido não foram detalhados em razão do segredo de Justiça, fixado a pedido do Comando-Geral da corporação. A decisão sobre a realização das diligências cabe à Justiça Militar do Estado.

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O caso envolve duas apurações. A Polícia Civil conduz o inquérito sobre fato envolvendo homicídio, que segue em andamento e, após a conclusão, será encaminhado à Promotoria de Justiça de Pelotas. Paralelamente, o inquérito policial militar instaurado pela BM concluiu pela inexistência de crimes militares.

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