A idosa suspeita de matar a enteada na noite de sábado (21) em Igrejinha foi presa na tarde desta segunda-feira (23) no litoral catarinense. Lourdes de Fátima Lima, 63 anos, tinha fugido para a casa de familiares no estado vizinho. Maria Helena de Souza, 50, foi sepultada na manhã desta segunda.
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Durante as investigações, conforme o delegado de Igrejinha, Ivanir Luiz Moschen Caliari, foi apurado que a acusada, além de ser nascida em Santa Catarina, possui parentes em São Miguel do Oeste e Itajaí.
“Diante dessas informações e da utilização de técnicas investigativas avançadas, foi possível localizar a autora do crime no bairro Cordeiros, na cidade de Itajaí”, diz Caliari.
Atuando em parceria, policiais civis catarinenses fizeram contato com o advogado da investigada, que apresentou Lourdes à Delegacia de Homicídios de Itajaí. Caliari explica que, após audiência de custódia, será encaminhada ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, onde seguirá recolhida até transferência para o sistema prisional gaúcho.
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Espingarda
Conforme a família, Maria Helena tinha ido visitar o pai, em recuperação após acidente doméstico. Logo após chegar à residência, na localidade de Rochedo, ela teria se envolvido em uma discussão com a madrasta, que estaria em desacordo com a visita da enteada.
Instantes após a desavença, Lourdes teria ido a outro cômodo buscar uma espingarda calibre 12, que utilizou para assassinar a enteada com um disparo. O crime aconteceu por volta das 18h30. A cena teria sido presenciada por um dos filhos de Maria, de 21 anos. A atiradora deixou a arma na casa e fugiu para uma área de mata. Policiais e bombeiros fizeram buscas na área, mas não a encontraram no dia.
“Era uma pessoa com uma energia maravilhosa”
Familiares e amigos se despediram na manhã desta segunda-feira de Maria Helena. Após velório em Igrejinha, ela foi sepultada no Cemitério Ecumênico Parque das Araucárias, em Canela.
Representante comercial, Helena deixa dois filhos, Ahmanda, de 28 anos, e Matheus, de 21, que teria presenciado o crime. A vítima também tinha netos.
O genro Thiago Tormes, 41, descreve a sogra como uma pessoa alto astral. “A Helena era uma pessoa com uma energia maravilhosa, onde ela chegava, parecia que estava sempre brincando”, lembra.
Ele também falou sobre o sentimento da família em relação ao homicídio. “Se foi uma pessoa maravilhosa, infelizmente, por uma coisa banal assim, uma discussão. Ela foi defender o pai dela e acabou levando a pior”, refletiu, emocionado.
Ele também crê que a justiça pela morte será feita em breve. “Acho que qualquer tipo de autoridade tem o dever e o compromisso de ir até o final nas investigações e eu tenho certeza que a gente vai logo solucionar isso. Que todo mundo pague da forma devida, para que tire também essa dor, esse sentimento da família”, ponderou.
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