Foi concluído nesta segunda-feira (13) o inquérito policial do caso do professor suspeito de assédio sexual no Colégio Marechal Rondon, em Canoas. A investigação é da Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente do município.
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Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
A situação foi denunciada à Brigada Militar no dia 25 de março por uma aluna de 14 anos. Uma suposta “brincadeira” por parte do professor teria sido o estopim para a denúncia.
Na ocasião, o investigado fugiu da instituição de ensino por uma janela e foi preso em casa. Conforme informou o delegado Maurício Barison à época, ele foi solto por falta de provas.
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Investigação
A investigação foi iniciada em março. Conforme apurado, a aluna fez a denúncia ainda dentro da escola, relatando que o professor estaria praticando atos de importunação sexual contra ela e outras alunas.
Um grupo de alunas confirmou que episódios de assédio e importunação sexual aconteciam repetidamente há mais de um ano. Conforme informou a Polícia Civil, entre esses atos havia “toques físicos intencionais em ombros, braços, cabelos, colo, cintura e regiões próximas aos seios”.
Ainda de acordo com a investigação, o docente fazia elogios de conotação sexual às alunas, chamando-as reiteradamente de lindas, e fixava o olhar em suas partes íntimas. Ele também pedia que as meninas realizassem apresentações de trabalhos em particular, fora da sala de aula e em locais reservados.
Com isso, o professor foi indiciado pelos crimes de assédio sexual, importunação sexual e estupro de vulnerável — por conta da idade de uma das vítimas.