Uma operação deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (4) mira dois criminosos suspeitos de integrar um grupo especializado em arrombamento de veículos no Vale do Sinos.
A dupla, formada por homens de 26 e 36 anos, é apontada como responsável por uma série de furtos praticados em cidades da região, especialmente em estacionamentos de shoppings, supermercados e outros estabelecimentos com grande circulação de pessoas.
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Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam um dispositivo eletrônico conhecido como chapolin para bloquear o travamento das portas dos veículos. Dessa forma, quando o motorista se afastava acreditando ter trancado o carro, eles conseguiam abrir o automóvel e furtar objetos de valor do interior. Por isso, a operação foi batizada de Astúcia.
Nesta terça, foram cumpridos dois mandados de busca e de prisão preventiva em Sapucaia do Sul, nos bairros Pasqualini e Boa Vista, em endereços ligados aos suspeitos. Um homem foi preso em Sapucaia do Sul. A ação foi conduzida por agentes da 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, sob coordenação do delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Conforme a apuração, a dupla foi flagrada no dia 1º de outubro cometendo um arrombamento em um estacionamento na Avenida Mauá, em São Leopoldo. Na ocasião, câmeras de segurança registraram a ação, e os suspeitos furtaram, entre outros objetos, um notebook avaliado em cerca de R$ 6 mil.
Apenas dois dias depois, em 3 de outubro, os mesmos indivíduos foram perseguidos pela Brigada Militar durante uma tentativa de novo arrombamento. A fuga terminou em Sapucaia do Sul, onde os dois foram presos em flagrante. Eles estavam a bordo de um Citroën C3 branco, veículo que teria sido usado em diversos crimes semelhantes na região. Há registros da ação dessa dupla em Novo Hamburgo, Canoas e Porto Alegre.
A Polícia Civil não descarta a participação da dupla em outros casos de arrombamentos ocorridos no entorno de restaurantes e hospitais do Vale do Sinos. Ambos possuem antecedentes por crimes como receptação, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de uso restrito e adulteração de sinal identificador de veículo.
Após os procedimentos legais, os dois foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. As identidades não foram divulgadas, conforme prevê a Lei de Abuso de Autoridade.