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"Atuavam como vingadores, justiceiros da organização criminosa", afirma delegado sobre presos em operação no Vale do Sinos

Investigação teve início após uma tentativa de homicídio registrada no primeiro semestre de 2024 no bairro Canudos, em Novo Hamburgo

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 20/02/2025 às 10h:01 Última atualização: 20/02/2025 às 11h:02
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Uma megaoperação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo foi deflagrada nesta quinta-feira (20) para combater crimes de homicídios na região. Batizada de Operação Vindicis, a ação recebeu esse nome por fazer referência ao termo em latim que significa vingadores, em alusão à forma como os alvos agiam dentro da organização criminosa.

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Delegado responsável pelo caso, Gabriel Borges disse que os integrantes presos "atuavam como vingadores, justiceiros da organização criminosa" | abc+



Delegado responsável pelo caso, Gabriel Borges disse que os integrantes presos “atuavam como vingadores, justiceiros da organização criminosa”

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Segundo o delegado responsável pelo caso, Gabriel Borges, os integrantes presos “atuavam como vingadores, justiceiros da organização criminosa” e eram responsáveis por executar os próprios membros do grupo quando identificavam qualquer tipo de desvio das regras internas.

“A motivação foi, sim, um certo descontentamento deles numa situação interna e, a partir disso, eles cometeram o crime. Obviamente, receberam uma determinação e uma autorização por parte de algum superior e, com isso, praticaram o crime”, explicou.

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A operação mobilizou mais de 100 agentes da Polícia Civil para o cumprimento de mais de 20 mandados de busca e apreensão em cidades do Vale dos Sinos e da região metropolitana, como Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí e Porto Alegre.

A investigação teve início após uma tentativa de homicídio registrada no primeiro semestre de 2024 no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Na ocasião, um integrante da facção criminosa foi atacado por comparsas e sobreviveu, sendo atingido por disparos de arma de fogo e golpes de arma branca. Ele reconheceu os autores da tentativa de homicídio, o que levou à prisão de dois suspeitos no início das investigações.

A partir da análise dos celulares apreendidos com esses criminosos, a polícia identificou outros envolvidos e desvendou o funcionamento da estrutura interna da organização criminosa, que eliminava seus próprios membros quando considerados uma ameaça. Com as novas informações, a Polícia Civil deflagrou a operação desta quinta-feira, resultando na prisão de três pessoas em Novo Hamburgo.

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Dois homens foram capturados em uma residência, onde também foram apreendidas três pistolas. Em outro endereço, uma mulher foi presa em flagrante com uma pistola. Segundo o delegado, ela é esposa de uma liderança da organização criminosa que atualmente está presa.

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Além das prisões e apreensões de armas, a operação também resultou na localização de uma grande quantia em dinheiro em um imóvel na cidade de Gravataí. O valor exato ainda está sendo contabilizado, mas as estimativas indicam que ultrapassa R$ 80 mil. De acordo com o delegado, esse montante é proveniente do tráfico de drogas, principal atividade da organização criminosa.

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O delegado Gabriel Borges reforçou que a motivação para o crime foi um desentendimento interno dentro da facção criminosa. “Quando eles entendiam que algo dentro da organização criminosa não ia bem, eram eles que tomavam a decisão de executar os próprios membros que iam contra as regras do grupo”, completou o delegado.

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A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros envolvidos e desmantelar a estrutura do grupo criminoso. O delegado também não descarta novas ofensivas a partir do trabalho e dos materiais apreendidos hoje.

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