Até o fim desta semana, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) deve ter os laudos sobre o que foi encontrado nos exames de sangue e urina do marido, do filho e da sogra de Deise Moura dos Anjos, suspeita de envenenar familiares com arsênio.

Foto: Sofia Villela/Ascom IGP
Segundo o órgão divulgou nesta terça-feira (21), alguns exames laboratoriais já constataram presença do veneno nas amostras de urina dos três. No entanto, essas amostras precisam passar também por análises adicionais do IGP, bem como do estudo técnico e do aprofundamento científico que poderão esclarecer pontos levantados pela Polícia Civil.
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A delegada Sabrina Deffente, que acompanha o caso, confirma que Diego Silva dos Anjos, esposo de Deise, e Zeli Teresinha dos Anjos, sogra dela, já prestaram depoimento à Polícia. “Os depoimentos vêm ao encontro do que já foi divulgado, corroborando as provas do IGP”, afirma.
Conforme Deffente, a sogra diz não saber como a nora teria envenenado a farinha. Ela ressalta, porém, que detalhes do que as vítimas alegaram não serão divulgados neste momento.
Marido e filho também foram envenenados
Zeli ficou internada por semanas após comer o bolo preparado por ela mesma em 23 de dezembro. Três pessoas da família morreram ao ingerir o mesmo doce, outra precisou de atendimento médico e uma criança também passou por internação hospitalar. O caso aconteceu em Torres.
A suspeita é que Deise tenha misturado arsênio na farinha usada no preparo da sobremesa.
Depois que a desconfiança caiu sobre da mulher de 42 anos, o corpo do sogro dela, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu em setembro de 2024, a princípio, por intoxicação alimentar, foi exumado. Análises da perícia encontraram arsênio no corpo dele também. Ele teria ingerido bananas e leite em pó que haviam sido levados por Deise para ele e para Zeli.
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Por fim, surgiu a suspeita de que a mulher poderia ter tentado envenenar o marido e o próprio filho. Isso porque cerca de uma semana antes do episódio do bolo envenenado, Diego e o menino foram levados ao hospital por sofrerem uma intoxicação alimentar.
Exames iniciais confirmam a presença do veneno no corpo deles. Supostamente, os dois teriam passado mal depois de tomarem um suco feito por Deise, contudo, a delegada Sabrina destaca que a forma como a contaminação aconteceu ainda está sendo averiguada.
A Polícia Civil ainda apura qual a motivação da mulher e se ela tinha a intenção de envenenar o marido e o filho ou apenas um dos dois.
Evidências, conforme a delegada já mencionou anteriormente, apontam que Deise pode ser uma serial killer. “Há fortes indícios de que ela tenha praticado outros envenenamentos de pessoas próximas à família e que vão ser objetos de investigação”, diz.