A Polícia Civil concluiu a investigação do acidente com a morte de três jovens militares na BR-116, em São Leopoldo, em 13 de agosto deste ano. Através da análise de laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), depoimentos e imagens de câmeras de monitoramento, a investigação apontou que as mortes foram causadas por excesso de velocidade, considerada incompatível com a via.

Foto: Arquivo/GES
Conforme o delegado André Serrão, titular da 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, o excesso de velocidade do carro “resultou na perda de capacidade de condução, circunstância em que o veículo rototransladou a partir do seu eixo e colidiu com a mureta lateral”. Em função da morte do motorista, ninguém será responsabilizado. O inquérito será encaminhado ao judiciário.
O acidente no km 247,9, causou a morte de Eduardo Hoffmeister, Vítor Golfetto e Davi Adrian da Silva e deixou feridos Jailson dos Santos Gomes e Leopoldo dos Santos Staudt. Todos moradores do município de Campo Bom e militares do 19º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército e estavam indo assumir o serviço no dia.
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Principais conclusões da Polícia:
1. Velocidade incompatível com a via
De acordo com a Polícia, as perícias técnicas foram unânimes em apontar que a causa principal do acidente foi a velocidade excessiva e incompatível com as condições de segurança da via, a despeito de não ter sido possível precisar qual velocidade especificamente o veículo conduzido por Eduardo Hoffmeister se encontrava no momento da colisão.
Conforme depoimento dos sobreviventes, corroborado por imagens, o Chevrolet Classic trafegava em alta velocidade antes do momento de rotacionar e colidir lateralmente com a mureta da BR-116. O limite de velocidade no trecho onde aconteceu o acidente é de 80 km/h.
2. Ausência de álcool ou outras substâncias
Um laudo toxicológico detalhado, feito pelo IGP, não detectou a presença de álcool etílico ou qualquer outra substância que pudesse alterar sua capacidade de dirigir do condutor. Portanto, a embriaguez foi descartada como causa do acidente.
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3. Estrutura da via contribuiu para gravidade
A Polícia afirma que a mureta lateral do viaduto, onde o veículo colidiu, apresentava uma extremidade em ângulo reto e não possuía qualquer tipo de proteção metálica. “Especialistas apontam que, se a mureta tivesse um design diferente, como um ângulo mais suave ou uma proteção adequada, os danos e as lesões poderiam ter sido significativamente menores”, diz o delegado.
4. Sem cinto de segurança
O laudo pericial constatou que a maioria dos ocupantes do veículo, incluindo o condutor, não estava usando o cinto de segurança no momento da colisão. Apenas uma das vítimas que estava no banco dianteiro direito foi encontrada com o cinto afivelado.