O motorista Renan Borges, de 61 anos, escapou sem ferimentos do engavetamento que resultou na morte de um caminhoneiro na BR-116, em Canoas, na manhã desta terça-feira (17).
Ele conduzia um Fiat Siena que estava entre o caminhão de gás e uma carreta, mas conseguiu evitar o pior ao agir rapidamente.
“Puxei o carro pro lado e evitei que ele fosse prensado entre o caminhão de gás e a carreta”, relatou Borges. O morador de Canoas, que trabalha como motorista de van em Porto Alegre, voltava para casa quando ocorreu o acidente.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Segundo Borges, o trânsito estava lento, com todos os veículos utilizando o pisca-alerta, quando notou pelo retrovisor que o caminhão de gás se aproximava em alta velocidade. Ao perceber o risco, desviou o veículo levemente para a esquerda, o que provavelmente salvou sua vida.
O caminhão de gás colidiu na traseira do Fiat Siena e, em seguida, atingiu com força a quina da carroceria de uma carreta que estava parada adiante.
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A violência da batida resultou na morte do motorista do caminhão de gás, Amilton César Aurélio, de 57 anos, natural de Criciúma (SC). Aurélio era funcionário de uma distribuidora de gás de Gravataí, conforme colegas de trabalho.
Renan Borges descreveu o momento do impacto como “assustador”, afirmando que a sensação que teve foi que seu carro não parava de rodopiar na pista. “Foi tudo muito rápido, parecia que tudo girava. Por sorte, eu estava usando o cinto de segurança, e isso também me ajudou a sair ileso”, destacou.
O engavetamento envolveu cinco veículos no total: o caminhão de gás, a carreta, o Siena conduzido por Borges, um Renault Kwid — que ficou preso sob a traseira do caminhão da gás — e um Fiat Palio. O acidente foi registrado às 6h49 sobre o viaduto da Boqueirão, no sentido capital–interior.
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A perícia foi concluída por volta das 10 horas e o trânsito só foi totalmente liberado após a retirada dos veículos e o transbordo da carga de gás para outro caminhão da empresa, isso depois das 11 horas.