A morte do estudante Daniel Thiesen Pinheiro na passarela da Estação Fátima, no último dia 2, segue reverberando entre a população.
O medo de assaltos nas estações da Trensurb, como o que ceifou a vida do adolescente de 17 anos, levou a Brigada Militar a reforçar o policiamento ostensivo.

Foto: BRIGADA MILITAR/DIVULGAÇÃO
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Desde a última sexta-feira (8), Canoas passou a contar com o 4º Regimento de Polícia Montada de Porto Alegre.
Policiais militares a cavalo fazem rondas no entorno das estações a partir do horário de maior movimentação até a noite, justamente o período de incidência dos crimes.
Conforme o 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), a ideia da presença dos brigadianos sobre cavalos é reforçar a sensação de segurança da comunidade.
“Existe o policiamento ostensivo nas estações da Trensurb, porém o que aconteceu foi fora da curva”, afirma o oficial. “A ideia agora é ampliar a sensação de segurança para a população.”
Entenda o caso
No final da tarde do dia 2 de maio, Daniel Thiesen Pinheiro morreu após ser esfaqueado em uma tentativa de assalto na passarela da Estação Fátima, em Canoas.
Ao ser abordado pelo assaltante que agarrou seu aparelho celular, o estudante reagiu. Acabou atingido por duas facadas no pescoço.
Socorrido por um motorista que passava pelo local e encaminhado à emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças, morreu em atendimento.
O adolescente de 16 anos que cometeu o crime foi capturado a poucos metros do local, na Avenida Guilherme Schell.
Daniel era estudante do 3º ano do curso Técnico de Informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-riograndense (IFSul) de Venâncio Aires.
Na última quinta-feira (7), a Polícia Civil apreendeu a adolescente de 14 anos que estava com o suspeito do latrocínio por participação no roubo, mas não na morte, de Daniel.