Até as 7h50 desta quinta-feira (11), 24 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento em uma rede de lavagem de dinheiro, vinculada ao narcotráfico tanto no Rio Grande do Sul quanto fora dele. Os mandados estão sendo cumpridos, inclusive em penitenciárias. [Veja vídeo abaixo]
Às 8h37, o número de presos aumentou para 27. Também foram apreendidos R$ 22.000,00 em espécie e uma arma de fogo. A organização criminosa chegou a movimentar R$ 21.331.737,72 somente durante a investigação.

Foto: Polícia Civil do RS
Ao todo, 28 mandados de prisão preventiva e 5 de temporária são cumpridos hoje na região metropolitana, conforme a Polícia Civil do RS. Isso pela Operação Apakani, que tem como objetivo desarticular essa rede de lavagem de dinheiro.
Também estão sendo cumpridos 58 mandados de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além de 14 sequestros de veículos.
Eles estão sendo cumpridos em Porto Alegre e nas regiões metropolitana do RS, Serra e central do RS. Dentre as cidades, estão Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria.
Os mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos em penitenciárias. São elas:
- Penitenciária Estadual de Porto Alegre – PEPOA;
- Penitenciária Estadual do Jacuí – PEJ;
- Instituto Penal de Charqueadas;
- Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas – PASC;
- Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos;
- Presídio Regional de Passo Fundo;
- Centro de Integração Social de Piraquara da Penitenciária Feminina do Paraná II.
Veja vídeo:
Fora do RS
A operação também ocorre em Santa Catarina, nas regiões sul e da Grande Florianópolis, incluindo Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis. Empresas de São Paulo e Mato Grosso do Sul também foram alvo de diligências.
Para o cumprimento das medidas, 249 policiais civis da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina fazem parte da operação.
ENTRE NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
Ainda na fase sigilosa da operação, a Polícia Civil implementou 71 medidas cautelares investigativas, abrangendo afastamento de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.
A operação foi deflagrada por intermédio da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro da Divisão de Investigações do Narcotráfico (DRLD/DINARC) e da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), ambas do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (DENARC).
LEIA TAMBÉM