O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) instaurou um expediente para acompanhar o caso do cão Negão, animal baleado por um policial militar durante uma abordagem no bairro Barrinha, em Campo Bom, na noite de terça-feira (27).
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Foto: Reprodução/Redes sociais/@campobompracachorro
Negão foi baleado com uma bala de borracha durante uma abordagem a três indivíduos por volta das 20h30. Em novas imagens obtidas com exclusividade por ABCmais na quinta (29), é possível observar um novo ângulo e o desdobramento da operação da Força Tática da Brigada Militar.
O cão passa entre as pernas do policial, que dispara e atinge o cão Negão, que começa a gritar de agonia. Em 25 minutos de vídeos que a reportagem teve acesso, não é possível ver o ataque do animal a algum policial, conforme afirmou a corporação e Secretaria de Segurança Pública do Estado.
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No dia seguinte, o MPRS solicitou informações à Brigada Militar, que informou que foi instaurado procedimento no âmbito da Corregedoria. O órgão também esclarece que acompanha a investigação pela Polícia Civil e, desde já, está reunindo provas e notícias veiculadas sobre o caso com o objetivo de responsabilizar cível e criminalmente o autor do disparo.
A promotora de Justiça de Campo Bom, Ivanda Grapiglia Valiati, afirma que, “conforme o andamento das apurações, não está descartada a propositura de ação cível de indenização contra o Estado do Rio Grande do Sul por dano moral coletivo e dano ambiental”.
Estado de saúde
Negão segue internado, mas se recupera bem. Segundo a protetora e presidente da ONG Campo Bom pra Cachorro, Tatiana Aumonde, o cão comunitário se encontrava em estado estável nesta sexta (30).
A ONG analisa os interessados em adotar Negão. Tatiana indica que entrem em contato pelo telefone (51) 98059-8452.
Além disso, a ONG ainda precisa de ajuda para custear o tratamento do cão. As doações podem ser feitas pela chave Pix CNPJ 24.494.672/0001-69.
Crime contra animais na região
Na quinta, outro cão foi vítima de maus-tratos. Cassiano foi enterrado vivo no bairro São Luiz, em Sapiranga, e resgatado com vida. Nesta sexta, ainda estava com febre alta, mas seguia em tratamento veterinário.