O casal que tinha a guarda provisória de uma criança de 10 anos, natural do Suriname, e é suspeito de torturá-la até a morte, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, na sexta-feira (19). A decisão da 2ª Vara ocorreu em audiência de custódia, a pedido da Polícia Civil.
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Foto: Carla Wendt/Divulgação
A menina morreu na quinta-feira (18), no Hospital de Canela, após dar entrada em estado grave. Ela possuía diversas lesões pelo corpo.
Os suspeitos, naturais do Estado do Pará, são padrinhos da criança e residiam no município da Serra gaúcha desde 2000. Com o falecimento, são investigados pelo crime de tortura, com resultado morte.
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A mãe da vítima, que reside no Suriname, deve chegar ao Brasil neste final de semana, para o traslado do corpo.
Escola emitiu nota de pesar
A criança estudava na escola municipal Dante Bertoluci. A instituição emitiu uma nota de pesar devido ao falecimento. “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de nossa querida aluna. Neste momento de dor e tristeza, a comunidade escolar manifesta sua solidariedade e seus mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, diz comunicado.
“Sua curta passagem por nossa escola deixará lembranças, aprendizados e momentos que permanecerão em nossos corações. Que Deus conceda força e conforto à família para enfrentar essa perda irreparável”, completa a nota.
Entenda o caso
A vítima deu entrada no Hospital de Caridade de Canela (HCC) após apresentar fortes dores abdominais. Ela possuía diversas lesões e marcas pelo corpo. A equipe médica prestou atendimento emergencial, porém a criança não resistiu e veio a óbito.
As forças de segurança foram acionadas pelos profissionais de saúde, que atenderam a criança no HCC. A Brigada Militar chegou ao local, realizando os levantamentos preliminares e a preservação das informações iniciais. Na sequência, a Polícia Civil assumiu a investigação.
Registros médicos, documentação hospitalar e, principalmente, os relatos prestados pelos profissionais de saúde que atenderam a vítima foram os elementos iniciais analisados pela equipe de investigação. À Polícia Civil foi informado que a criança, quando ainda estava viva e consciente, relatou que sofria agressões.
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