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SEM RESPOSTAS

Caso de idosa de 92 anos desaparecida em São Leopoldo completa dois meses de mistério

Moradora de Sapucaia do Sul, Maria Therezinha Selistre, foi vista pela última vez desembarcando de um táxi no Centro leopoldense; buscas no Rio dos Sinos chegaram a ser realizadas

Priscila Carvalho
Publicado em: 07/11/2025 às 19h:37 Última atualização: 07/11/2025 às 19h:37
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Neste sábado (8), completam-se dois meses do desaparecimento da idosa Maria Therezinha Selistre, de 92 anos, que foi vista pela última vez após desembarcar de um táxi no Centro de São Leopoldo.

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Maria Selistre



Maria Selistre

Foto: Divulgação

Moradora de Sapucaia do Sul, ela teria pedido para uma vizinha agendar um táxi para a manhã da segunda-feira, 8 de setembro, pois precisava vir para São Leopoldo.

Imagens de câmeras de videomonitoramento mostram que ela desceu do veículo ao lado da Igreja Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz), nas proximidades da Praça Tiradentes e atravessou a rua, seguindo em direção à Avenida Dom João Becker.

Um outro vídeo de câmeras de videomonitoramento teria capturado imagens dela próxima ao Rio dos Sinos.

Por conta disso, foram realizadas buscas, especialmente nos pontos próximos ao rio e suas margens. O Corpo de Bombeiros de São Leopoldo chegou a utilizar drone, equipes de mergulho e embarcações percorrendo o rio durante dias. Da mesma forma, o Corpo de Bombeiros de Sapucaia do Sul também fez buscas na altura do Rio dos Sinos na cidade.

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“Não tivemos mais informações”, diz delegado

A investigação do caso ficou com a 1.ª Delegacia de Polícia (1ª DP) de Sapucaia do Sul. “Infelizmente não tivemos mais informações e elementos para trabalharmos”, disse o titular do órgão, delegado Rodrigo Caldas, confirmando que mais nenhuma pista da idosa foi obtida.

Conforme Caldas, outras hipóteses (como ela ter se perdido) também foram investigadas, mas o mais provável é que ela tenha caído no rio.

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Fatores podem ter contribuído

“Por experiência, o fato de não termos conseguido achar o corpo pode ser devido a fatores tais como: ter sido deslocado, pelas correntes de água, para local distante; o corpo ter ficado preso sob o lodo do leito da rede de corpos d’água e/ou vegetação aquática; ter sofrido influência da fauna aquática e/ou terrestre (no caso, por exemplo, de ter ficado em alguma margem)”, explicou o delegado.

“As buscas foram muito intensas nos primeiros dias, tiveram de ser diminuídas depois de algumas semanas e, agora, infelizmente, não há muita esperança em se encontrar o corpo, a menos que fortuitamente”, conclui Caldas.

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Relembre o caso

Conforme relatos de familiares, na noite do domingo anterior ao dia do desaparecimento, Maria Therezinha teria pedido para a vizinha agendar um táxi para 6h30, pois precisava assinar papéis de um grupo da terceira idade do qual já não fazia mais parte.

Ela, que teria inclusive agendado e deixado paga a volta com o mesmo taxista, usava no dia do desaparecimento calça e casaco preto e teria levado celular, mas não atendeu mais as ligações feitas pela família.

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Cartazes com a foto da idosa foram colados em fachadas de estabelecimentos, especialmente na segunda quadra da Rua Independência, em região próxima de onde a idosa foi vista pela última vez.

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