Foi por volta das 5 horas, fim da madrugada de uma Sexta-feira Santa, que Caroline Machado Dornelles, de 25 anos, foi atacada a facadas pelo ex-companheiro, Carlos Daniel de Oliveira, de quem estava grávida de 2 meses.
O caso de 18 de abril do ano passado, ocorrido em plena via pública de Parobé, se encaminha ao desfecho, já que, no começo desta semana, a Justiça decidiu que o acusado será julgado pelo Tribunal de Júri da cidade.
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Foto: Arquivo pessoal
Oliveira foi denunciado pelo promotor de Justiça Rafael Wobeto Pinter em 7 de maio do ano passado, por feminicídio qualificado por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, o que ele definiu, na época, como “feminicruelcídio”. A denúncia foi aceita pela Justiça na semana seguinte.
O réu foi pronunciado nesta segunda-feira (12) pelo juiz Cleber do Amaral Schenkel, da 1ª Vara Judicial da Comarca. Ainda não há data marcada para o julgamento.
O MP também requereu a fixação de R$ 200 mil para reparação dos danos à família da vítima, incluindo pensão para filha dela, na época com 5 anos, pedidos que serão analisados.
Relembre o caso
Caroline foi atacada na Rua 15 de Março, no bairro Colina do Leão, ao deixar a casa do acusado, após solicitar um motorista de aplicativo. Foi ele quem encontrou a moradora de Novo Hamburgo já sem vida no endereço.
Oliveira perseguiu e desferiu 19 facadas contra a vítima, em diversas partes do corpo. Foram oito apenas no pescoço.
Além da quantidade de golpes contra a jovem, a perícia esclareceu que ela esperava um menino. “O sonho dela era ter um menino, e até estava suspeitando que fosse um. Mas a verdade é que ela morreu sem saber disso”, pontuou a irmã da vítima, a bombeira civil Gabriela Fernanda Machado, em entrevista ao ABCmais em maio do ano passado.
O homem ficou foragido por um dia, mas se entregou à Polícia na véspera da Páscoa, acompanhado por uma advogada. Ele segue preso preventivamente. O espaço está aberto para manifestação.