abc+

Polícia

Jovens desaparecidos em Canoas: Buscas por Caroline, Vitor Juan e Pedro Henrique completam dois meses

Polícia Civil confirma que segue na busca pelos corpos do trio que sumiu após churrasco no bairro Guajuviras

Publicado em: 12/06/2025 às 10h:06 Última atualização: 12/06/2025 às 14h:05
Publicidade

Passados dois meses, a Polícia Civil continua com as buscas pelos corpos dos três jovens que desapareceram após um churrasco com amigos em Canoas.

Publicidade

Pedro Henrique Di Benedetto Rodrigues, 23 anos, Vítor Juan Santiago, 18, e Carolina Oliveira de Lima, 19, foram vistos pela última vez no dia 6 de abril, no bairro Guajuviras.

Vítimas permanecem desaparecidas desde 6 de abril, quando foram vistas pela última vez, em um churrasco, na casa de amigos



Vítimas permanecem desaparecidas desde 6 de abril, quando foram vistas pela última vez, em um churrasco, na casa de amigos

Foto: REPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL

CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP DO DIÁRIO DE CANOAS

Segundo a Polícia Civil, a investigação permanece em curso. O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas. Quatro pessoas acabaram presas pelo crime até o momento.

No entanto, conforme a delegada Graziela Zinelli, titular da Especializada, ainda não houve novidade sobre o caso e a Polícia segue procurando os jovens.

Publicidade

“Seguimos investigando”, ela resumiu.

O trio, vale lembrar, desapareceu após deixar o local onde estavam a bordo de um Fiat Punto. O veículo foi encontrado abandonado dois dias depois. No carro, não foram achadas marcas de sangue ou violência.

“Encontramos o carro”, confirmou a delegada Graziela Zinelli. “Mas não havia sinal de violência ou algo que pudesse garantir uma pista sobre os jovens desparecidos”, acrescentou.

Publicidade

A Homicídios trabalha com a hipótese de que eles tenham sido vítimas de uma emboscada durante entrega de entorpecentes no bairro Mato Grande, motivo pelo qual deixaram o churrasco em que estavam às pressas.

Busca pelos corpos

Durante a divulgação da Operação Amissus, no final de abril, a Polícia revelou áudios de WhatsApp encontrados no celular de um dos quatro suspeitos presos, o que deixou claro a intenção dos criminosos em abandonar o carro em que as vítimas estavam sem levantar suspeitas.

Publicidade

“Se ele for ali na delegacia, deixar o carro vai ser pior, cupincha. Como é que ele pegou o carro que estava com eles? Cadê os corpos?”, argumenta em áudio o criminoso a um comparsa sobre a possibilidade do veículo Fiat Punto ser levado até uma DP em Canoas.

Posteriormente, em outro áudio, encontrado pela Polícia Civil, ele continua: “É pior, mano. É pior fazer esse bagulho. O que tem que acontecer? O que tem que fazer é largar o carro em algum lugar, deixar a Polícia pegar o carro”, orienta o suspeito.

Entenda o caso

Foi na noite do dia 6 de abril que os jovens Caroline Oliveira, Vitor Juan Santiago e Pedro Henrique Rodrigues, após participarem de um churrasco na casa de amigos, desapareceram misteriosamente.

Publicidade

A Polícia revelou que Caroline recebeu uma ligação para uma tele-entrega de entorpecentes no bairro Mato Grande, no território de uma facção criminosa contrária, para o qual ela e os dois amigos estariam vinculados.

“Entre a saída do bairro Guajuviras e a chegada no bairro Mato Grande, território da facção rival, onde deixaram o carro, eles acabaram desaparecendo. É isso que buscamos esclarecer”, revelou a delegada Graziela.

Publicidade

A hipótese mais clara é que os três jovens tenham sido colocados à força em outro carro e levados até algum local, no entanto, a Polícia não tem conhecimento ainda do que aconteceu depois.
“Não se sabe se foram arrebatados ou o que aconteceu. Sabemos que saíram para fazer uma tele-entregas de drogas e sumiram”, explicou a delegada na época em que o caso veio à tona. 

Publicidade

Matérias Relacionadas