Pedro Henrique Di Benedetto Rodrigues, 23 anos, Vítor Juan Santiago, 18, e Carolina Oliveira de Lima, 19, foram vistos pela última vez no dia 6 de abril, no bairro Guajuviras.

Foto: REPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL
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Segundo a Polícia Civil, a investigação permanece em curso. O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas. Quatro pessoas acabaram presas pelo crime até o momento.
No entanto, conforme a delegada Graziela Zinelli, titular da Especializada, ainda não houve novidade sobre o caso e a Polícia segue procurando os jovens.
“Seguimos investigando”, ela resumiu.
O trio, vale lembrar, desapareceu após deixar o local onde estavam a bordo de um Fiat Punto. O veículo foi encontrado abandonado dois dias depois. No carro, não foram achadas marcas de sangue ou violência.
“Encontramos o carro”, confirmou a delegada Graziela Zinelli. “Mas não havia sinal de violência ou algo que pudesse garantir uma pista sobre os jovens desparecidos”, acrescentou.
A Homicídios trabalha com a hipótese de que eles tenham sido vítimas de uma emboscada durante entrega de entorpecentes no bairro Mato Grande, motivo pelo qual deixaram o churrasco em que estavam às pressas.
Busca pelos corpos
Durante a divulgação da Operação Amissus, no final de abril, a Polícia revelou áudios de WhatsApp encontrados no celular de um dos quatro suspeitos presos, o que deixou claro a intenção dos criminosos em abandonar o carro em que as vítimas estavam sem levantar suspeitas.
“Se ele for ali na delegacia, deixar o carro vai ser pior, cupincha. Como é que ele pegou o carro que estava com eles? Cadê os corpos?”, argumenta em áudio o criminoso a um comparsa sobre a possibilidade do veículo Fiat Punto ser levado até uma DP em Canoas.
Posteriormente, em outro áudio, encontrado pela Polícia Civil, ele continua: “É pior, mano. É pior fazer esse bagulho. O que tem que acontecer? O que tem que fazer é largar o carro em algum lugar, deixar a Polícia pegar o carro”, orienta o suspeito.
Entenda o caso
Foi na noite do dia 6 de abril que os jovens Caroline Oliveira, Vitor Juan Santiago e Pedro Henrique Rodrigues, após participarem de um churrasco na casa de amigos, desapareceram misteriosamente.
A Polícia revelou que Caroline recebeu uma ligação para uma tele-entrega de entorpecentes no bairro Mato Grande, no território de uma facção criminosa contrária, para o qual ela e os dois amigos estariam vinculados.
“Entre a saída do bairro Guajuviras e a chegada no bairro Mato Grande, território da facção rival, onde deixaram o carro, eles acabaram desaparecendo. É isso que buscamos esclarecer”, revelou a delegada Graziela.
A hipótese mais clara é que os três jovens tenham sido colocados à força em outro carro e levados até algum local, no entanto, a Polícia não tem conhecimento ainda do que aconteceu depois.
“Não se sabe se foram arrebatados ou o que aconteceu. Sabemos que saíram para fazer uma tele-entregas de drogas e sumiram”, explicou a delegada na época em que o caso veio à tona.