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POLÍCIA

Castigos com mata-leão e socos no rosto: Comunidade terapêutica é interditada em Novo Hamburgo

Estabelecimento tinha mais de 30 acolhidos que acreditavam ser obrigados a permanecer no local

Publicado em: 19/09/2025 às 18h:47 Última atualização: 19/09/2025 às 18h:52
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Uma comunidade terapêutica localizada no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, foi interditada nesta sexta-feira (19) após constatação de diversas irregularidades. Os pacientes estão sendo encaminhados às famílias.

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Comunidadade terapêutica é interditada no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo | abc+



Comunidadade terapêutica é interditada no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo

Foto: Polícia Civil

A ação foi conduzida pela Polícia Civil em conjunto com a Vigilância Sanitária, que fiscalizaram o local e confirmaram denúncias sobre as condições impostas aos acolhidos.

Irregularidades constatadas

Segundo a delegada Marina Goltz, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, havia permanência involuntária e ausência de documentos obrigatórios.

Foram relatados ainda castigos físicos e medicamentosos, falta de alimentação adequada, equipe técnica insuficiente e desconhecimento dos acolhidos sobre o direito de interromper o tratamento.

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Relatos de violência

As vítimas relataram castigos severos, como amarrações em camas, aplicação de golpes mata-leão e socos no rosto, conforme detalhou a delegada.

Apesar das denúncias, não houve prisões, já que nenhuma situação de flagrante foi registrada durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. A Polícia Civil no entanto, não havia detalhado até o fim da tarde desta sexta quem são os suspeitos de cometer os crimes contra os acolhidos. 

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Clínica sem alvará

O local funcionava de forma irregular, no mínimo, desde o início de 2025, sem alvará da Prefeitura. Em julho houve pedido para a regularização, mas o documento não chegou a ser emitido.

A instituição era alvo de apurações desde janeiro, após denúncia anônima. Em julho, o Ministério Público solicitou o aprofundamento da investigação.

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Estrutura precária

No momento da operação, cerca de 30 pessoas estavam no local. Não havia funcionários durante a fiscalização, exceto o coordenador, que era um dos acolhidos e recebia semanalmente uma remuneração informal.

Conforme a investigação, também foi confirmado que o local não contava com médicos de plantão. Profissionais terceirizados eram chamados em situações pontuais.

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Investigação em andamento

“Pedimos um mandado de busca e apreensão porque era a única maneira de verificarmos com mais certeza o que estaria acontecendo dentro da clínica”, disse Marina sobre a ação desta sexta-feira. As apurações seguem em andamento.

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