Mais de 40 pessoas foram presas nesta quinta-feira (16) na operação da Polícia Civil gaúcha que investiga lavagem de dinheiro vindo do tráfico de drogas. A Justiça determinou o bloqueio de valores de R$ 120 milhões com o objetivo de tirar o capital financeiro dos investigados. Até as 8 horas, 49 pessoas foram presas.
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A Operação Turrim Lavare cumpre 209 ordens judiciais. Do total, são 68 prisões preventivas, 74 bloqueios de contas bancárias, 20 de indisponibilidade de veículos, 4 sequestros veiculares, 37 buscas e apreensões e 6 sequestros de imóveis no RS e em SC.
Os mandados são cumpridos em Novo Hamburgo (5), Campo Bom (2), Três Coroas, Lajeado, Gravataí, Alvorada, Capão Novo, Tramandaí, Novos Cabrais, Porto Alegre (bairro Lomba do Pinheiro, Torres (6), Esteio (3), Canoas (3), São Leopoldo (3), Sapucaia do Sul, Portão (2) e Montenegro; em Santa Catarina, as diligências ocorrem em Florianópolis (2 mandados de busca e uma preventiva) e Cachoeira do Bom Jesus, e na cidade de Vargem Bonita no oeste catarinense.
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A ação da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD/Denarc), coordenada pelos delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Delvalhas Liedtke, mira uma organização criminosa que lavava dinheiro do tráfico de drogas. O grupo realizava a compra de veículos e imóveis.
Chefe de facção volta a ser alvo
Entre os alvos, está um chefe estadual de facção, que já havia sido preso recentemente na Bolívia por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Trata-se de Juliano Biron.
“Foi comprovada nas provas financeiras a conexão entre o litoral [gaúcho] e uma camada importante de operadores ligados a líderes estaduais da grande Porto Alegre, indicando a forte capilaridade da organização entre as regiões gaúchas”, diz a Polícia.
Segunda fase
Na primeira fase da Operação Turrim, em 2023, já tinham sido decretados 65 mandados de prisão em desfavor de criminosos gaúchos e catarinenses, apreendidas mais de 30 armas de fogo (tanto em Santa Catarina como no Rio Grande do Sul) e drogas, bem como comprovada a ligação da quadrilha com homicídios no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de ameaças a autoridades policiais, com prisão preventiva de empresários, comerciantes e advogado.
Conforme o delegado Alencar Carraro, esta segunda fase da operação atinge a alta cúpula do narcotráfico gaúcho após um ano de análises e diligências.