O caso dos animais encontrados mortos em Nova Santa Rita ganhou um desdobramento inesperado. No dia 4 de outubro, sacos com, supostamente, 130 animais teriam sido encontrados às margens de uma barragem.
Passados 20 dias desde que a Polícia Civil assumiu a investigação, a história esclarecida não é bem essa. Isso porque os policiais não contabilizaram a quantidade de animais divulgada inicialmente pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Foto: Paulo Pires/GES
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Conforme a apuração conduzida pela Delegacia de Polícia de Nova Santa Rita, seria necessário contar cada unha de pé de galinha achada no local para se chegar ao número de 130 animais mortos.
“Foram achadas carcaças de bodes e pés de galinha”, explica o delegado Cristiano Reschke. “Havia quatro animais inteiros e um bode sem cabeça”, esclarece. “Porém, foi irresponsabilidade divulgar 130 animais mortos.”
Ao que tudo indica, os animais foram usados em um ritual religioso, entretanto, o delegado adverte que não está em discussão a religião em si, o que a Polícia investiga é o descarte irregular e consequente dano ambiental.
“Há decisões do STF [Supremo Tribunal Federal] que reforçam o combate à intolerância religiosa e isso não está em discussão”. frisa. “Investigamos o descarte irregular e dano ambiental à área.”
O delegado não confirma se há suspeita ou não a respeito de quem poderia ter deixado os animais no local. Observa somente que a apuração está bem encaminhada para a conclusão do inquérito.
Secretaria do Meio Ambiente
O número de 130 animais mortos chegou à imprensa por meio de uma nota encaminhada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Nova Santa Rita no dia 5 de outubro.
Na época, foram contabilizados cinco corpos inteiros de bodes; cerca de 100 carcaças de galinhas; mais de 30 vísceras e sacolas contendo pés de galinha.
Por meio de nota encaminhada pela Administração, a Prefeitura informou que não trata mais do assunto, que agora é de responsabilidade da Polícia Civil.