Criminosos quebraram uma parede e entraram em uma lotérica, representante do banco Banrisul, em Canoas. A suspeita é de que o crime aconteceu durante a madrugada de domingo (21).
Localizada na Avenida Rio Grande do Sul, no bairro Mathias Velho, a lotérica amanheceu fechada na manhã desta segunda-feira (22), quando recebeu agentes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para inspeção.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Os bandidos invadiram um prédio ao lado da lotérica, quebraram a parede e então conseguiram acesso ao endereço, sem serem vistos, segundo a Polícia Civil. O prejuízo acabou não sendo revelado.
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O caso é apurado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). À reportagem, um policial apontou somente a suspeita de que se tratam de criminosos com domínio neste tipo de crime.
“É coisa de gangue do tatu”, disse o policial. “Os caras circulam em cidades observando endereços que consigam entrar”, acrescentou o agente.
“Tatu” é uma expressão que acabou se tornando comum entre a polícia para caracterizar bandidos que fazem buracos, neste caso, quebrando paredes, quase sempre para arrombar e levar dinheiro de bancos ou casas lotéricas.
Ainda não se sabe se a ação dos criminosos foi flagrada por câmeras de segurança na área, já que eles não teriam entrado por trás, mas pela frente do prédio ao lado da lotérica, conforme a Polícia.
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Mais crimes
Embora um caso ligado a uma instituição que opera como representante comercial de um banco, o crime é classificado como um roubo a estabelecimento comercial, na avaliação da Polícia.
O caso no bairro Mathias Velho, portanto, não acrescenta um crime à lista de casos envolvendo arrombamentos e consequentes furtos em agências na cidade. A saber, em 2025, houve, pelo menos, cinco crimes, segundo a Polícia.
A lista de estabelecimentos arrombados durante as madrugadas por meio de buracos inclui uma agência da Caixa Econômica Federal e uma cooperativa. O arrombamento da Caixa, no entanto, é apurado pela Polícia Federal.
Operação Tatu
Foi em 2021 que a Polícia Civil lançou a batizada Operação Tatu, ofensiva organizada pela Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais, visando justamente levar à cadeia suspeitos de furto qualificado cometidos contra estabelecimentos bancários, lotéricas e afins.
Na época, 14 casos eram investigados e onze criminosos envolvidos neste tipo de crime acabaram presos em Alvorada, Porto Alegre, Canoas, Esteio e Novo Hamburgo. Alguns presos deixaram o sistema prisional e existe a suspeita que voltaram a atacar.