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LITORAL NORTE

Como estão idosa e menino de 10 anos que comeram bolo suspeito em Torres; 3 pessoas morreram

Sobreviventes seguiam no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes nesta segunda-feira

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Publicado em: 30/12/2024 às 12h:26 Última atualização: 30/12/2024 às 12h:28
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Duas pessoas que comeram um bolo suspeito, que está nas mãos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) desde a semana passada, seguem internadas no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres. Três mulheres da mesma família morreram após ingerirem a sobremesa durante uma confraternização familiar no litoral norte, na segunda-feira da semana passada (23).

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Bolo suspeito | abc+



Bolo suspeito

Foto: Polícia Civil/Reprodução

As vítimas são Maida Berenice Silva dos Anjos, de 58 anos, a sobrinha Tatiana Denise Silva dos Anjos, 43, e a irmã Neuza Silva dos Anjos, 65, mãe da Tatiana. Os dois sobreviventes que seguem na casa de saúde são Zeli Teresinha da Silva dos Santos, 61, irmã de Maida e Neuza, e um menino de 10 anos, filho de Tatiana e neto de Maida.

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Conforme o boletim médico emitido pela instituição na manhã desta segunda-feira (30), Zeli Teresinha e a criança, “internados em decorrência de uma intoxicação alimentar, apresentam melhora nos exames laboratoriais”. “O quadro clínico é estável e [eles] têm previsão de alta em breve da UTI [Unidade de Terapia Intensiva]”, diz nota.

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O caso

A família buscou atendimento médico com sintomas de vômito e diarreia ao comer o bolo no começo da semana anterior, dois dias antes do Natal. Conforme o delegado Marcos Veloso, Maida chegou praticamente sem vida ao Hospital Nossa Senhor dos Navegantes. Na sequência, Tatiana faleceu. Horas depois, no Natal, dia da despedida de Maida e da sobrinha em Canoas, Neuza não resistiu. As três foram sepultadas no Cemitério São Vicente.

Buscas foram feitas na casa de Zeli Teresinha, responsável por fazer a sobremesa, em Arroio do Sal. Lá, foram coletados alimentos que passam por perícia, bem como um pedaço do bolo e amostras biológicas dos corpos das três vítimas. Quando pronto, o laudo será repassado à Polícia Civil.

Na sexta (27), o delegado revelou que exames da casa de saúde apontaram a presença de arsênio, uma substância extremamente tóxica, no sangue dos sobreviventes e de Neuza. Ainda na última semana, Veloso afirmou que pediu a exumação do corpo do marido de Zeli Teresinha, que faleceu em setembro, para perícia.

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Contudo, neste sábado (28), a Polícia descartou a possibilidade de envenenamento intencional.

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