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INVESTIGAÇÃO

Crânios humanos encontrados na Serra gaúcha podem ter sido usados em ritual religioso, diz Polícia

Um dos crânios foi encontrado na terça-feira em uma calçada por um morador e os outros dois foram descobertos pela BM após a denúncia

Crânios humanos encontrados na Serra gaúcha podem ter sido usados em ritual religioso, diz Polícia
Publicado em: 04/06/2025 às 18h:16 Última atualização: 04/06/2025 às 18h:17
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A Polícia Civil investiga como crânios humanos foram parar em uma área de mata do bairro Vila Amélia, em Caxias do Sul. Os restos mortais foram localizados pela Brigada Militar na tarde de terça-feira (3) após uma denúncia.

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Delegacia de Homicídio de Caxias do Sul | abc+



Delegacia de Homicídio de Caxias do Sul

Foto: Reprodução/Google Maps

Um homem que passava pela área teria avistado um dos crânios na calçada e acionado a polícia. Lá, uma guarnição da Brigada Militar (BM) encontrou mais dois crânios, esses em meio a vegetação, mas não enterrados. O local fica próximo a uma praça, onde havia crianças no momento.

A região foi vasculhada, mas o restante das ossadas não foi achado, nem mesmo vestígios delas. 

O que diz a Polícia

Segundo o delegado Caio Marcio Fernandes, titular da Delegacia de Homicídios da cidade, a princípio, não há marcas de violência nos crânios, nem indícios de homicídios, o que leva os investigadores a adotar como principal suspeita o roubo de ossadas para a realização de rituais religiosos.

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Fernandes afirma que já se deparou com diversos casos com contextos semelhantes. “Uma coisa que a gente tem identificado são rituais de natureza religiosa. Às vezes, as pessoas pegam restos mortais em cemitérios e acabam fazendo rituais das mais diferentes matrizes religiosos, que acabam usando esses crânios”, relata o delegado.

Ainda conforme Fernandes, há inclusive um cemitério próximo ao local onde os crânios foram encontrados. 

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Neste momento, a investigação aguarda os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que deve identificar as vítimas e se há existência de qualquer indício de morte violenta.

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Perícia

O IGP ressalta que é possível perceber que as ossadas recolhidas são “bastante antigas”, mas que mais detalhes só devem ser descobertos depois que os materiais passarem por análise da antropologia forense do Departamento Médico Legal (DML), em Porto Alegre.

Nesta manhã, o órgão afirmou que os crânios já haviam sido encaminhados para os devidos procedimentos periciais. Os resultados, contudo, podem demorar para serem entregues, devido à complexidade dos exames.

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