Uma creche particular da região metropolitana foi interditada nesta semana. A Escola de Educação Infantil Rafa Kids, de Alvorada, teve as portas fechadas pela segunda vez em um ano. O motivo da ação na terça-feira (16) foi a suspeita de que a instituição estivesse medicando crianças de 2 a 6 anos para acalmá-las.
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Foto: Google Maps
A denúncia de responsáveis na segunda-feira (15) levou a Polícia a investigar a instituição particular que já havia sido interditada no dia 2 de dezembro de 2024. Na época, a Rafa Kids apresentava diversos problemas, como não possuir alvará de saúde, autorização de funcionamento junto ao Conselho Municipal de Educação, de responsável técnico da área de saúde, de cozinheira exclusiva na função e equipe profissional compatível (sem professoras nem auxiliares com curso).
Além disso, a escola não apresentava boas práticas relacionadas à higiene e à alimentação, havia falta de controle das carteiras de vacinação, local para banho dos bebês, telas nas janelas para proteção contra insetos e pragas, entre outros problemas nas estruturas físicas.
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Conforme a delegada Carolina Terres, que comanda a investigação, ainda não se sabe o número total de vítimas ou o medicamento que foi manejado nas crianças, que passaram por análise.
As autoridades aguardam o resultado da perícia.
O que diz a Rafa Kids
Por meio do advogado Eder Macari Land, a escola afirma que “não procede qualquer alegação de que a instituição tenha administrado medicamentos a crianças sem a devida prescrição médica”. Apesar da interdição sanitária anterior, a Rafa Kids diz que “segue rigorosamente todas as normas sanitárias, pedagógicas e legais aplicáveis à educação infantil, não ministrando medicamentos a seus alunos sem a autorização expressa dos responsáveis legais e a correspondente prescrição médica, quando
necessária”.
“Todos os procedimentos adotados pela instituição têm como prioridade a segurança, a saúde e o bem-estar das crianças, sendo realizados por profissionais capacitados e em total conformidade com as orientações dos pais ou responsáveis”, diz a nota. Por fim, a instituição reitera que está à disposição das autoridades para esclarecimentos necessários.