Chega a terceira semana o mistério em torno do desaparecimento dos jovens Carolina Oliveira, 19 anos, Vitor Juan Santiago, 18, e Pedro Henrique Di Benedetto Rodrigues, 23.

Foto: REPRODUÇÃO
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Os três jovens desapareceram na noite do dia 6 de abril, porém, após saírem de um churrasco na casa de um amigo. Desde então, não há mais pistas sobre o paradeiro do trio de amigos visto saindo em um Fiat Punto.
Mãe de Carolina, Kátia Oliveira se mantém esperançosa que a filha seja encontrada com vida, mesmo após o hiato desde a noite em que a jovem disse que sairia de casa com um amigo.
“Eu continuo pensando que a minha menina está viva e está bem”, afirma. “Só não consigo descobrir onde ele se meteu ou se estão mantendo ela presa, mas creio em Deus que a Polícia vai achar minha filha.”
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Kátia diz que mantém contato permanente com a Polícia Civil, por meio de investigadores que estão cuidando do caso. Ela confirma ter consciência que Carolina possa estar em dificuldade.
“Eu não sei o que aconteceu e não sei se a minha guria se meteu em algo que não devia, porque saio para trabalhar de manhã e volto à noite”, explica. “Agora, quero que ela volte viva. Se fez algo errado, depois se entende com a Justiça.”
Kátia lembra que Carolina trabalhava em um posto de combustíveis e se divertia como qualquer outra jovem de sua idade, não representando qualquer ameaça a quem quer que seja.
“Enquanto não existir um corpo, me apegou que a minha menina está viva”, reforça. “Já me mandaram trotes e disseram tudo quanto é bobagem, mas ela é uma pessoa boa não há razão para alguém querer mal para ela.”
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Santa Catarina
Conforme Kátia, ela e Carolina viveram durante um tempo em Santa Catarina. No entanto, ela não imagina que a jovem tenha escapado para lá, já que conversou com amigos e parentes e ninguém recebeu notícia dela.
“Foi levantada a ideia que ela teria fugido para Santa Catarina com um namorado, mas nada disso é verdade”, defende. “Há semanas que a fotografia dela está rodando por lá entre conhecidos e ninguém teve notícia nenhuma.”
Investigação
Titular da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa de Canoas, a delegada Graziela Zinelli aponta que ainda não há pistas sobre o paradeiro dos desaparecidos, mas que o caso é tratado como prioridade pela Especializada.
Ao reconstituir o dia do desaparecimento, os policiais da DHPP descobriram que o trio saiu de um churrasco na casa de amigos após a jovem receber uma ligação. Desde então, não há mais notícias a respeito de nenhum deles.
A suspeita é que o caso esteja relacionado ao tráfico de droga e entorpecentes, entretanto, a Polícia não trata a apuração como um triplo homicídio, concentrando energias para chegar ao paradeiros dos jovens.
O Fiat Punto que teria sido usado pelos jovens acabou encontrado dois dias depois do churrasco, na noite do dia 8 de abril. Contudo, não havia marca de sangue mesmo um indicativo de luta no carro.
“O caso segue sendo prioridade da DHPP de Canoas, porém a investigação está em sigilo”, resumiu a delegada.