O homem de 36 anos apontado como “maior predador sexual do Rio Grande do Sul” foi alvo de mais uma prisão preventiva nesta terça-feira (3). Desta vez, o motivo é a suspeita de mais um caso de estupro gravado. Assim como a vítima que culminou na ação do dia 1º de abril, esta também possuía 13 anos na época do crime.
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Foto: Polícia Civil
Ramiro Gonzaga Barros é investigado pelo crime de direção, produção e armazenamento de pornografia infantil. Ele está preso desde o dia 21 de janeiro deste ano, quando foi detido em flagrante pela Polícia Civil.
Naquele dia, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) apreendeu eletrônicos, aparelhos em que foram localizadas aproximadamente 750 pastas com conteúdo de exploração sexual infantil.
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Ao todo, o delegado Valeriano Garcia Neto apontou, até o momento, 217 vítimas do suspeito, todas do sexo feminino, entre 8 e 13 anos.
Crime gravado
O estupro contra a última vítima, que resultou na preventiva desta terça, foi cometido há cerca de 7 anos. A jovem, que atualmente possui 20 anos, prestou depoimento contra Gonzaga.
Antes do abuso, o homem exigiu material de pornografia infantil da menina que, sob ameaças, enviava o conteúdo ao criminoso. O ato sexual que ocorreu na sequência foi gravado em vídeo e imagens, que estavam entre os armazenamentos encontrados pela perícia.
Conforme o delegado, além deste caso, Gonzaga está preso por outros dois estupros de vulneráveis, por dirigir cenas de pornografia infantil e por armazenar vasto material pornográfico infanto-juvenil.
A defesa do preso, representado pelo advogado Rodrigo Batista, diz que não tem conhecimento sobre a prisão cumprida nesta terça e afirma que a informação “não procede”. Disse ainda que esteve com Gonzaga das 13h30 às 15 horas para tratar sobre os dois primeiros casos.
“Nós vamos sim nos manifestar, mas é em relação aos outros dois casos que já existe processo, que é um caso de Taquara e o caso da Igrejinha. Esse de Três Coroas, a defesa sequer foi intimada ainda, até onde se está confirmado, sequer o réu recebeu esse comprimento de preventivo.”
Em contraponto, a Polícia afirma que a preventiva foi cumprida nesta terça.
Como homem agia nas redes sociais
O suspeito usava perfis falsos, geralmente de meninas, para se aproximar das vítimas. Conforme a Polícia, ele estabelecia vínculo de amizade virtual para obter material ilícito (nudez e pornografia infantil).

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Após obter uma primeira fotografia, passava a exigir mais, sendo que, no momento da negativa, passava a ameaçar as vítimas. “Sempre dirigindo e orientando a execução das cenas”, explica o delegado.
Em sua maioria, as vítimas residem no Vale do Paranhana, o que reforça o alerta da Polícia Civil para que pais e responsáveis orientem e supervisionem o comportamento dos jovens em ambiente virtual.
Denúncias podem ser feitas sob sigilo pelo telefone da Polícia Civil de Taquara, pelo contato: (51) 98443-3481. As identidades das vítimas são preservadas.