abc+

Polícia

Criminosos fraudavam planos de saúde e ofereciam carência zero usando empresas fantasmas

Operação policial cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (2); um dos sócios do esquema era de Ivoti

Publicado em: 02/09/2025 às 08h:28 Última atualização: 02/09/2025 às 09h:09
Publicidade

Na manhã desta terça-feira (2), um grupo criminoso que fraudava a venda de planos de saúde foi alvo de uma operação da Polícia Civil em cinco cidades do RS, incluindo duas do Vale do Sinos. Os 25 mandados de busca e apreensão da “Operação Carência Zero” foram cumpridos em cinco estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba) pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

Publicidade

Criminosos fraudavam planos de saúde e ofereciam zero carência  | abc+



Criminosos fraudavam planos de saúde e ofereciam zero carência

Foto: Polícia Civil/Reprodução

A investigação apontou que o nome de uma operadora de saúde com sede no Estado era usado para articular o crime. Aqui no RS, os mandados foram cumpridos em Porto Alegre, Viamão, Alvorada, São Leopoldo e Ivoti. O organizador do esquema era da Capital e um dos sócios era de Ivoti, mas eles não tiveram os nomes divulgados. Valores milionários também foram movimentados no esquema.  

LEIA TAMBÉM: DOENÇA RARA – Família da região que busca arrecadar R$ 34 milhões é alvo de golpistas

Como funcionava

De acordo com a Polícia, o grupo utilizava empresas para forjar vínculos empregatícios fictícios, incluindo vítimas em planos empresariais legítimos da operadora de planos de saúde. Essas pessoas não tinham qualquer relação real de emprego. Então, os criminosos vendiam os planos por meio de uma corretora, prometiam planos particulares com descontos que fugiam da realidade, além de oferecer zero carência. 

Os clientes eram cobrados via PIX e boletos bancários falsos. Uma vez contratado um plano particular, os criminosos incluíam o contratante no plano corporativo de uma das empresas, como se fosse mais um colaborador da pessoa jurídica eleita para viabilizar a fraude. A Polícia Civil apontou que a operadora de saúde sofreu prejuízos como perda de receita por cobrar valores corporativos inferiores e desequilíbrio honrar benefícios sem carência.

Publicidade

CONFIRA AINDA: Morre o jornalista Mino Carta aos 91 anos

Movimentação milionária

Durante as investigações, relatórios de inteligência financeira do COAF revelaram que as empresas investigadas movimentaram valores superiores a R$ 287 milhões no período apurado. Esse dinheiro circulou entre as pessoas jurídicas e as físicas sem justificativa econômica. Práticas como fracionamento de valores, circularidade de recursos e uso de laranjas demonstraram ainda a prática da lavagem de dinheiro.

O esquema ainda envolve crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e organização criminosa. A estrutura era piramidal, incluindo níveis de liderança estratégica, núcleo financeiro, operacional, suporte e fachadas societárias. Bens vinculados aos suspeitos, como veículos (caminhões, carros), imóveis (residências e apartamentos em RS, PB e SP) e contas bancárias, foram mapeados para potencial recuperação de ativos. 

Publicidade
Criminosos que fraudavam planos de saúde são alvos de operação policial
Publicidade