Um grupo suspeito de lesar torcedores do Grêmio foi alvo de uma ação da Polícia Civil nesta quinta-feira (27). Os criminosos usaram indevidamente o uso da marca da loja GrêmioMania para atrair consumidores entre janeiro e fevereiro deste ano.
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Foto: Reprodução
Nesta quinta, três homens foram presos preventivamente em Ribeirão Preto e Sales, cidades de São Paulo, e Curitiba, capital do Paraná. Dez mandados de busca e apreensão e indisponibilidade de bens também foram cumpridos nesses municípios.
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Foto: Polícia Civil
Pelo menos dez vítimas denunciaram a fraude à Polícia, todas de Porto Alegre, mas o delegado Marcos de David, responsável pela investigação da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, aponta que outros gaúchos foram fraudados no interior do Estado. “O prejuízo a diversas vítimas de diferentes golpes deste grupo foi de aproximadamente R$ 250 mil”, expõe. O site esteve ativo durante os primeiros dois meses de 2025.
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Como agia grupo criminoso
Segundo a investigação, os suspeitos fizeram direcionavam as vítimas ao site falso através da simulação de campanhas oficiais nas redes sociais.
O esquema combinava engenharia social, manipulação de imagem por inteligência artificial – como a criação de uma deepfake do jogador Pedro Geromel – e marketing digital fraudulento. Anúncios foram apresentados como campanhas promocionais legítimas e exibiam produtos com desconto agressivo para atrair torcedores.
Depois de conseguir o acesso no site falso, o pagamento era feito por uma intermediadora criada exclusivamente para aplicar golpes em diversos modelos de e-commerce e centralizar os pagamentos via Pix. Os suspeitos ainda replicaram o golpe em diversos modelos de e-commerce falso, não apenas o que simulava a loja Grêmio Mania.
Segundo a Polícia, a análise dos dados telemáticos e bancários, autorizada judicialmente, permitiu mapear toda a estrutura do grupo e identificar os responsáveis.
Como evitar esse tipo de golpe
A Polícia Civil orienta que a população cuide com links patrocinados, evitando anúncios pagos em redes sociais ou nos primeiros resultados patrocinados em buscadores (Google, Yahoo, Bing) e prefira acessar o site oficial digitando o endereço manualmente no navegador.
Além disso, é importante desconfiar de descontos muito acima do padrão com condições exageradas, como promoções relâmpago com valores irrisórios e kits promocionais que não existem na loja oficial. Antes de comprar o consumidor também deve verificar a URL para saber se o endereço do site corresponde ao domínio oficial da empresa – com atenção especial a domínios com letras trocadas, acréscimos de palavras ou sufixos incomuns.
Por fim, a população deve ficar atenta a vídeos e depoimentos suspeitos, visto que avanços recentes de deepfake possibilitam manipulações extremamente realistas.