Avança a investigação em torno do caso da gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, que segue desaparecida desde o dia 4 de março na Praia dos Ingleses, em Santa Catarina.
Uma mulher de 46 anos foi presa temporariamente na quinta-feira (12), por suspeita de participação no desaparecimento da corretora de imóveis de 47 anos.

Foto: REPRODUÇÃO
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Segundo a Polícia, a prisão inicialmente aconteceu porque objetos que pertenciam a Luciane acabaram sendo encontrados na pousada onde a suspeita se apresentou como “responsável”.
A prisão inicial se deu pelo crime de receptação devido a duas malas da vítima encontradas sem explicação aparente no quarto da “responsável”, porém, acabou convertida em temporária por suspeita de homicídio.
Os policiais catarinenses agora seguem o rastro de uma série de compras registradas em Florianópolis com o CPF de Luciani após o desaparecimento da corretora de imóveis.
Surpreendeu os agentes da Polícia Civil que, entre os itens comprados, havia dois arcos-balestras – espécie de arma usada para arremesso de flechas –, uma televisão e um videogame.
As autoridades de Santa Catarina está à frente do caso, mas o responsável pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas optou por não conceder entrevistas no momento para não comprometer o andamento da investigação.
Cadáver
Na quarta-feira, a Polícia foi informada do encontro de um cadáver esquartejado em Major Gercino, área da grande Florianópolis. Ainda não há identificação oficial de peritos se o cadáver é de Luciani Aparecida Estivalet Freitas.
Entenda o caso
Natural de Alegrete, Luciani viveu durante muitos anos em Canoas. Desde 2023, no entanto, passou a negociar imóveis no litoral catarinense, alternando o trabalho no estado vizinho e visitas ao Rio Grande do Sul.
A Polícia Civil foi até o kitnet, na Praia dos Ingleses, onde Luciani morava, na última segunda-feira (9), após o registro do Boletim de Ocorrência pelo desaparecimento feito pelos parentes da vítima.
No local, os policiais encontraram louça suja na pia e um cão dela preso do lado de fora da casa.
Em Canoas, além de corretora de imóveis, ela trabalhou como síndica em um condomínio, onde era considerada generosa e querida por todos, inclusive devido ao carinho que tinha com os animais.
“Fiz amizade com a Luciani pelo cuidado que ela tinha com os animais, então posso afirmar que ela nunca sairia de casa e deixaria o pet na rua, então está na cara que alguma coisa aconteceu”, comentou a amiga Ana Paula Tassinari.