O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou, nesta terça-feira (4), a prisão preventiva de um empresário de Cachoeira do Sul acusado de perseguir mulheres e adolescentes no município. A decisão atendeu a um recurso do Ministério Público (MPRS), que havia contestado a negativa anterior do pedido de prisão.
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De acordo com o MPRS, o homem é suspeito de abordar e seguir vítimas em via pública desde janeiro de 2024. Ele usava um carro preto, trafegando em baixa velocidade, enquanto fazia comentários invasivos e tentava iniciar conversas. Quando rejeitado, o comportamento evoluía para perseguições.
Ao menos nove vítimas foram identificadas, incluindo adolescentes, que relataram insinuações de cunho sexual e tentativas de aliciamento. Segundo o promotor de Justiça Átila Castoldi Kochenborger, responsável pelo caso, a prisão busca proteger a integridade física e psicológica das vítimas.
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“A conduta demonstrada nos autos revela um padrão de comportamento que ultrapassa os limites da convivência social e representa risco concreto à ordem pública”, destacou o promotor.
A Justiça considerou, ainda, que o empresário mantém residência nos Estados Unidos, o que aumenta o risco de fuga. Além disso, as medidas cautelares anteriormente impostas — como proibição de contato com as vítimas — não teriam sido suficientes para conter as investidas.
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Na decisão, o Tribunal apontou que o comportamento do acusado demonstra propensão à reiteração das perseguições e possibilidade concreta de novas investidas contra mulheres, justificando a prisão preventiva.